Aprendendo com João Batista.

Estive meditando na vida de João Batista, e me veio a seguinte questão: Porque quando as tribulações nos acometem, nos tornamos tão fracos que chegamos até mesmo a nos esquecer - ou duvidar - das coisas que o Senhor nos revela?

João, batizando à margem do rio Jordão, anunciava a Palavra de Deus, quando ele viu ainda a alguma distância ao Senhor Jesus, ele disse: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" e disse ainda "Pois eu, de fato, vi e tenho testificado que ele é o filho de Deus."

Isto foi uma revelação do Pai.

Quando Jesus perguntou aos seus discípulos:" Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" eles disseram o nome de alguns profetas ( o que deixava claro que o povo era ignorante com relação a Jesus), mas logo depois, Pedro fez a seguinte declaração: " Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."

Jesus ao ouví-lo, disse "Não foi carne e sangue que te revelou, mas meu Pai que está no céu."

A revelação de João, foi com certeza, maior que a a de Pedro, pois João não conhecia a fisionomia de Jesus, o único encontro que ocorrera anterior a este, foi quando ainda nos ventres de suas mães, elas se saudaram, e a mãe de João foi cheia do Espírito de Deus. Pedro, há algum tempo convivia com o Mestre, via seus milagres, ouvia a sua s Palavras, mas mesmo assim, tanto um, quanto outro, necessitaram da revelação de Deus para reconhecer a Jesus como o Messias.

Algumas vezes, em nossas vidas, Deus nos diz algo e enquanto as coisas vão bem, nós acreditamos que tal revelação veio da parte do Senhor. Deus não mente, e nós sabemos disto, contudo diante da decepção, por que Deus não fez em nossa vidas exatamente do jeito que imaginávamos, começamos a duvidar, não de Deus, mas se tais palavras que vieram ao nosso coração, e se tais revelações vieram de fato da parte de Deus. Será que não foi apenas coisa da sua cabeça? Aquele sonho em que você se viu ministrando a Palavra, e quando acordou já tinha convicção de que Deus o havia chamado, ou aquela profecia que veio como resposta às dúvidas que estavam no seu coração?

Lembro-me de um dia, aos 14 ou 15 anos de idade, Deus me disse: "Eu tenho uma obra na sua vida, e onde o homem não investe em você, EU invisto, assim diz o Senhor" Isto me veio aos ouvidos num culto de jovens, no, momento em que pedi que o Senhor falasse comigo sobre minhas dificuldades. O pregador, como se tivesse ouvido meus pensamentos, apontou o dedo para mim que estava junto com os músicos, e disse estas coisas no mesmo instante em que falei com o Senhor. Eu entendi que ele havia sido usado por Deus.

Crer na hora foi fácil, mas quando Deus testa a nossa convicção n'Ele, quando as coisas começam a dar errado, nós, num ato de incredulidade, logo pedimos que o Senhor "confirme" aquilo que ele já disse a nós. E ele confirma!

"Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa, porventura diria eu e não faria, ou falaria e não confirmaria?"

João, embora tivesse num primeiro momento de sua vida a plena convicção de que ele era a tal "voz do que clama no deserto" que endireitaria o caminho para o Messias e também tivesse a certeza de Jesus era esse Messias, precisou de uma reafirmação quando foi mandado para a prisão.

Os discípulos de João foram à Jesus para perguntar " És tu o Messias ou devemos esperar outro?" ao que Jesus repondeu: "Vai, e dize a João o que vedes...".

O que aprendemos? Aprendemos que mesmo as pessoas mais dedicadas ao serviço do Senhor passam por crises e precisam de uma renovação de promessas e de fé.

Em Cristo,

Luis Paulo Silva.

O orgulho acima da necessidade de salvação.

Estava a conversar com um amigo sobre um dos motivos que levam o homem a não aceitar uma nova fé.

Descobri que para o homem admitir que está trilhando um caminho errado, uma religião que nada tem de re-ligação com o Criador, e ao admitir que a idolatria, leva, de fato o ser humano a receber a mesma condenação que outros pecados terríveis e crimes tão terríveis que chegam a ser odiosos, é necessário reconhecer também que os seus próprios pais caíram em condenação, se foram pela eternidade sem salvação, pois eles mesmo o ensinaram a trilhar o caminho que hoje seus filhos seguem.

Como olhar para seus filhos, dizer que a partir de tal momento, você mudou de direção, que eles devem esquecer a religião a eles ensinada, e que seus pais, que seguiram os mesmos caminhos deflagelos, rezas, e boas obras, também estavam errados?

Dai vem a velha declaração: "eu nasci na minha religião e vou morrer na minha religião!" . Afirmam tal coisa sem ter sequer noção do que é a verdadeira religião, aquela que não se encontra nos templos, mas como disse Jesus, nem no Templo, nem no monte, mas em espírito e em verdade.

Esquecem-se da Graça de Deus, que não se conquista com boas obras mesmo que sejam feitas de coração, e apoiam-se na própria ignorância para justificar seu espiritualismo que mais tem a ver com sacrifícios de tolo e, novamente, como disse o Mestre:"Vãs repetições" em sua orações.

Deus julgará a omissão. Quem não tem uma Bíblia em casa? A Palavra diz: "meu povo foi destruído por que lhe faltou conhecimento" e mais: "errais por não conhecer as escrituras". Falta de conhecimento gera destruição.

O orgulho, o medo de dizer "eu vivi todos os anos de minha vida numa falsa ligação com Deus" é que levam o homem a morrer sem salvação nestes casos.

O relativismo, a verdade que só é verdade para quem a considera como verdade, não pode convencer ao Criador de que cada um pode pensar como quiser, e que Ele não tem o direito de impor os seus pensamentos aos homens que foram criados com o seu tão mal aproveitado livre-arbítrio. Ele é DEUS!

O Senhor nos deixou a Sua Palavra, corramos como o atleta, seguindo para o alvo, olhando para Cristo, autor e consumador da nossa fé.

Não se importe se você cair, pois sete vezes você cairá e em todas elas Deus estará ao seu lado para te erguer.

Em Cristo,

Luis Paulo Silva.