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Análise de um leigo sobre a igreja atual

Efésios 4.11-12
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;

Hebreus 13.7 e 17
Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver.
Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.

Eu cresci numa igreja completamente diferente da que temos hoje. As pessoas mudam, logo, a igreja muda. Não gostaria que ela fosse exatamente igual aquela de vinte anos atrás, mas preferia a antiga à esta que conhecemos atualmente.
A grande deficiência da igreja começa quando o apego de seus líderes não é mais a Palavra. Eles pastoreiam por dinheiro e ensinam os crentes a buscarem o mesmo que eles a ponto de a igreja ser vista já não como o corpo de Cristo, mas como um negócio lucrativo.
Cada vida que aceita a Cristo não é mais vista como uma ovelha a ser cuidada, mas como um colaborador a mais que precisa ser agradado para que se mantenha em tal igreja.
Antigamente a pregação era voltada à salvação da alma, mas hoje se fala o que o povo quer ouvir, "vitória", "sete vezes mais", e por ai vai. Na minha época pregava-se a palavra de Jesus: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo...", mas hoje se você tem aflições é porque está debaixo de maldição, então se torna necessário fazer uns cultos de libertação, pisar na cabeça do diabo, declarar, decretar, ai já não se entende mais o que isto tem a ver com o Evangelho de Cristo.
O que Jesus pregaria se estivesse em carne na Terra? Esta é a pergunta que deveríamos nos fazer todas as vezes que ouvimos algo como sendo a Palavra de Deus.
Isto tudo tira aquela visão que tinha do líder, de forma que hoje não há nada de especial em se dizer que é pastor.
Ser pastor se tornou sinônimo de muitas coisas desagradáveis, ficou banalizado, sem contar com as igrejas em células, onde todos são líderes e líderes de líderes, enfim. Qual a porcentagem desse povo que tem testemunho, seriedade, espiritualidade, base na Palavra de Deus, pra ser considerado um líder em essência, não de nome? É como diz meu pai, também que também é pastor, mas um daqueles quadrados: crescem como pintos de granja; injetam-lhes algumas heresias, ensinam-lhes algumas técnicas de marketing, e eles ficam enormes, cheios de credenciais mas ainda fazendo "piu-piu" agindo como crianças espirituais irresponsáveis.
Algumas igrejas que tenho observado, tem pastores que ao invés de liderar, são liderados. Vale tudo pra manter o membro lá, sentadinho. A incapacidade de dizer não tem acabado com a igreja de Cristo. A falta de voz ativa, de limites, faz com que os crentes sejam sempre imaturos, e embora tenham cargos e posições muitos não sabem nem por onde começa uma vida cristã autêntica.
O pastor continua sendo exemplo aos fiéis, que por seguir tais exemplos tornaram-se infiéis.

Em Cristo,
Luis Paulo Silva