Ateu? tá bom...


Se temos 2 opções, acreditar ou não em Deus pode ser também questão de precaução. Veja: Se Deus não existe e eu não acredito nele, tudo bem. Se Deus não existe, e eu não acredito nele, ótimo. Se Deus existe e eu acredito nele, maravilha! Mas... se Deus existe e eu não acredito nele... complicou. Tenho observado somente uma coisa; a maioria dos ateus pensam mais em Deus e falam mais sobre religião do que muitos religiosos. Uma pessoa por quem tenho grande admiração é ateu e o sonho do cara é provar que Deus não existe.
Esse negócio vai virar religião, ah se vai! Luis Paulo Silva.

A arte de pecar

"Volta a dar-me a alegria da salvação... Não retire de mim o teu espírito..."

Talvez você já tenha lido sobre alguém que fez uma oração deste tipo, e talvez você mesmo já tenha orado assim. Parece que pedir a Deus que "retorne" a nós se torna durante a caminhada uma oração diária e constante.

O apóstolo Paulo certa vez fez uma declaração intrigante e tem até um louvor que diz "Quando penso em fazer o bem o mal já pratiquei”. Pecar é normal. Absolutamente. Anormal é ser santo, e por isso mesmo é que precisamos do Espírito de Deus par anos fazer santos..

Por isso é que a Palavra de Deus diz que há dentro do ser humano uma luta constante, onde carne e espírito estão em conflito "mortal" e ambos opõem-se um ao outro para que não façamos as coisas que queremos. Mas o que queremos? A carne sou eu! O espírito também sou eu. Jesus mesmo falou certa vez que o espírito estava pronto porem a carne era fraca... E continua sendo assim.

Quando lemos a oração de Davi, não dá pra compreender como alguém que matou, traiu, adulterou, mentiu, e premeditou tudo isto, agora está jogado num canto qualquer como um mendigo espiritual, implorando, pedindo, suplicando a Deus que não lhe tire o que agora sim se percebe que é mais precioso. Qual deste era o verdadeiro Davi?

Pense sobre você, esqueça Davi agora. Você consegue relacionar o seu "eu" arrependido com o seu "eu" pecador e sujo?

É incrível como existem ainda hoje pessoas "pisando na cabeça do diabo" mas sem conseguir sequer ter o domínio próprio. Poderia pisar nos seus desejo pecaminosos, ai o diabo não teria espaço para tentá-lo. Deveria antes de pensar no diabo, pisar o seu próprio "eu".

Lembra aquela história de se crucificar todos os dias? Pois é, é disto que estou falando. É fazer o certo por que é o certo e não por que você naquele exato momento quer fazê-lo.

Não importa o que você está sentindo agora. Foi você quem pecou e não o diabo, e a culpa é sua. Somos tentados quando alimentamos por livre e espontânea vontade os nossos desejos carnais. O diabo não pode tentar alguém com um prato de lentilhas se este alguém estiver farto de comer, ele procura as nossas fraquezas e age nelas quando damos a ele a oportunidade que ele está esperando.

A Bíblia nos ensina a receita: Quando pecar, inconforme-se com isto! Não ponha a culpa em ninguém, e não esteja bem com isto. "Estareis prontos a vingar a vossa desobediência quando for cumprida a vossa obediência". O que é isto? Salvação ou perdão através das obras? Não. Você está careca de saber que perdoar depende exclusivamente de Deus e não adianta ajudar a velhinha a atravessar a rua, dar esmola ao cego do trem.

A Palavra está falando sobre obediência. Se você pecou, arrependa-se e vá fazer as coisas que Deus determinou na sua vida. Se já se arrependeu, já confessou a Deus, pare de ocupar a sua mente com o pecado apagado e pense em novas maneiras de agradar a Deus que tem cuidado de você.

Em Cristo,

Luis Paulo Silva.

Aprendendo com Michel Jackson



Estes últimos dias têm sido de reflexão para mim, visto que faleceu na semana o chamado “rei do pop”, não que eu gostasse muito de suas músicas, mas tenho uma grande admiração pela sua história, e com a sua morte, muitas pessoas no mundo todo foram levadas a pensar sobre o final de toda existência terrena, o caminho por onde ele passou, que já fora trilhado por tantos e que ainda será conhecido de muitos. Ele era o tipo de pessoa que agente acha que nunca vai morrer, um ser humano que teve a sua história toda acompanhada pela mídia, que se inspirava no Peter Pan mas diferente de seu personagem favorito, morreu velho.
Ficam fãs, família, dívidas, e foi para a eternidade sem levar nada do que conquistou. Bem que a Bíblia já adverte que somente as nossas obras nos acompanham, e infelizmente para testemunharem contra nós.
Podemos aprender com Michael? Acho quem mais com a sua morte do que com a sua vida.
Existe uma condenação que paira sobre o homem. A sentença já está dada e não pode ser revogada pelo réu, apenas ainda não foi executada. Existe uma porção de ira divina sobre cada ser humano na face da terra e Deus assim como nos dias de Noé só está esperando que os escolhidos se refugiem na arca que é Cristo para pôr um fim à maldade e orgulho humanos. Há um inferno em chamas que não se cansa de consumir, onde o fogo não se apaga e o bicho não morre e o que nos separa deste terrível e merecido tormento é um fio de cabelo chamado vida, que pode se romper a qualquer momento, quando vem a morte e é cumprida a sentença.
A certeza destes fatos acompanha e o perturba ate que ele busque algo para se distrair e calar momentaneamente a sua consciência. As distrações são muito perigosas, pois não vale à pena ignorar o que pode lhe ocorrer ainda antes de terminar a leitura deste texto.
Fama, dinheiro, poder. Tudo isto ridículo diante de Deus. Compensa ter o mundo inteiro e perder a própria alma? De que vale ser conhecido no mundo inteiro e na ser conhecido do Senhor? De que adianta ter a mais linda sepultura com o mais belo epitáfio se a morte iguala os homens em sofrimento e dor eternos?
Amado leitor, desperte para a realidade da vida e morte eterna! Quem o ensinou a fugir da ira que está por vir? Você acha ser possível enganar a Deus? Pensa que caridade e boas obras são suficientes para fazer com que Deus se esqueça dos seus pecados?
Amigo, não se iluda! O diabo quer que você se ache bom o suficiente para não padecer no inferno mas a Bíblia diz que todos estão afastados da glória de Deus, e isto inclui você. Não se assuste com a verdade. Os dias dos homens passam como vapor e logo você estará também sentindo a ira de Deus por não ter recorrido a Cristo e ter dado as costas ao único sacrifício que poderia te salvar. Só há um caminho para a salvação: a cruz, assim como só há um caminho para a perdição; a desobediência.
A igreja começou pregando arrependimento e deve subir para a glória pregando arrependimento.
“Salvai-vos desta geração perversa”. At 3.40

Em Cristo, Luis Paulo Silva

As religiões e as heresias do Catolicismo Romano.


Uma das principais características da pós-modernidade é a abertura para o sagrado. Isto se percebe nitidamente na multiplicação das religiões. Segundo o Instituto para o Estudo da Religião Americana, a cada ano surgem de 3 a 4 mil novas religiões em todo o mundo. Dessas, de mil a 2 mil não resistem nem um ano. Mesmo assim, estima-se que existam, hoje, algo entre 40 mil e 60 mil religiões. Esse número é ainda mais impressionante quando se analisa que no mundo todo existem apenas cerca de 20 religiões que podem ser consideradas globais, incluindo nesse grupo o próprio Cristianismo, além do Islamismo, Judaísmo, Budismo e Hinduísmo.

No Brasil, isto se percebe principalmente nos mais jovens, até porque, em virtude da enorme crise existencial que marca esta geração, têm procurado por Deus nas mais variadas religiões, dentre estas o Catolicismo Romano que do ponto de vista bíblico é de cunho herético e apóstata. Ora, o Catolicismo ao longo dos séculos tem ensinado através dos seus dogmas, concílios e papas, doutrinas absolutamente antagônicas as Escrituras Sagradas, como a oração pelos mortos; a veneração de santos, anjos e imagens; o sacrifício da missa, a venda das indulgências; o culto a Maria; o purgatório; a doutrina da transubstanciação, os sacramentos e muito mais.

Infelizmente milhares de pessoas no afã de preencheram o vazio da alma, como também obterem respostas quando a quem seja Deus, tem sido envolvidos e ludibriados pelos ensinamentos equivocados das mais variadas religiões.

Certa feita, num dia de verão, por volta das 13 horas, horário de almoço na cidade do Rio de janeiro, fiz algo inusitado. Em plena Rua da Alfândega, centro comercial desta grande metrópole, existe uma igreja católica com mais de 200 anos de história. Atraído pela arquitetura do prédio, adentrei ao templo tomando lugar no último banco da igreja. Imediatamente meus olhos se fixaram nos detalhes artísticos presentes em cada canto do prédio. Entretanto, não demorou muito para que a minha atenção se desviasse da igreja para as pessoas que lá entravam.

Percebi que em meio à efervescência da cidade, além obviamente do calor quase que insuportável, uma enorme multidão de homens e mulheres; brancos e negros; ricos e pobres demonstravam pelo menos uma coisa em comum: Desespero! Para piorar a situação, percebi que os que lá entravam saíam da mesma forma, ou seja, sem consolo ou esperança na alma.

Na ocasião observei lágrimas nos olhares dos jovens, angustia no peito dos mais velhos, inquietude nos homens e desesperança em muitas mulheres. Confesso que ao perceber a realidade daquela gente sofrida, lembrei-me das palavras do Apostolo Paulo: “Como Ouvirão se não há quem pregue?”

Caro leitor, somente Cristo tem a resposta para os dramas e questionamentos humanos. As religiões por mais que queiram jamais poderão preencher o vazio do coração humano. Jesus Cristo é o único caminho para a vida eterna, e somente Ele pôde aplacar a ira de Deus.

"Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus,..."1ª Timóteo 2.5

Solus Christus


***
Fonte:
Renato Vargens é pastor da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, conferencista e escritor.
Ví este texto no blog: Genizah

A ARTE DE FAZER NASCER DE NOVO

"É necessário que você nasça de novo Nicodemos!" Quantas vezes preguei sobre o tema!

Maria me procurou e disse: "Preciso aceitar a Cristo e sinto que deve ser feito logo!". Num culto de domingo a Maria foi à frente, ao som do "apelo " e em lágrimas estava lá, confessando crer em Cristo e sentindo os seus pecados.
Mais tarde pude dizer na tentativa de encorajá-la, o quanto servir a Deus é maravilhoso ao que me foi respondido: "Eu já estou sentindo isto há um tempo..".
Há semanas, tive a oportunidade de falar sobre Cristo com ela. Falamos sobre oração, idolatria, responsabilidade pessoal, arrebatamento, juízo, e outros temas que o Senhor direcionava, e no final ao fazer uma oração, podia sentir a confirmação de Deus para a palavra ministrada. Fomos à igreja uma, duas, três, quatro, e enfim, ela se rendeu!

Jesus disse a Nicodemos que ele necessitava de um nascimento espiritual. Este nascimento não pode existir apenas pela vontade humana, mas havendo disposição da parte do ser humano, Deus o faz acontecer. É o maior milagre, pois muda o espírito do homem, coisa que ninguém faz, haja vista as casas de recuperação, sistemas prisionais, e tantos outros "jeitos" que a sociedade inventa na tentativa de mudar a atitude das pessoas com problemas na sociedade.

No dia em que Maria se rendeu a Cristo, havia ouvido a mensagem pregada por um ex-presidiário, que tinha dado um testemunho de libertação realmente lindo acompanhado de uma palavra de conscientizarão evangelística. Ele dizia algo assim: "Aqui está quente, mas lá fora existe almas com frio!"

O que me chama a atenção é a forma como Deus faz isto, com quem ele faz isto e por que ele faz isto. Nicodemos resistiu ao chamado de Jesus, o mancebo de qualidades também o fez e pior ainda, sequer voltou atrás depois. Eles eram bons de mais para Deus, mas não do ponto de vista de Deus.

Compreendo o motivo pelo qual Jesus sempre era visto com as prostitutas, publicanos, cegos, leprosos, e outras pessoas completamente desprezadas e acusadas perante a sociedade do seu tempo. Era com essas pessoas que ele queria estar, e era com Ele que elas gostavam de estar pois uma vez estando com Ele, algo mudava por dentro, e esta mudança se refletia em suas fisionomias, e em todos os campos de suas vidas. Mas os bonzinhos viviam tão bem as suas rotinas de jejuns, sacrifícios, leituras da Lei, que pouco tinham o que mudar no seu exterior.

A mulher samaritana é um exemplo lindo. Mal conhecia a Cristo com a sua mente, mas a revelação do Espírito em seu espírito já era o suficiente para anunciar tudo o que sabia sobre Jesus, ao contrário de muitos que embora tendo um grande conhecimento , a ninguém anuncia boa nova alguma. Se contenta em pregar sermões em sua congregação com pretensão de parecer mais sábio, ou mais espiritual. Eis aí a primeira marca de quem realmente nasce de novo: O desejo de anunciar as boas novas! Os feitos de Deus mesmo que só saiba por enquanto o que ele fez em sua própria vida!

Zaqueu o publicano, pouco conhecia de Jesus, mas subiu numa árvore para poder vê-lo, e depois de recebê-lo com prazer em sua casa, se prontificou a entregar metade dos seus pertences aos pobres e restituir quatro vezes mais, caso tivesse cobrado algum valor a mais de alguém ao passo que Nicodemos foi se encontrar com Jesus à noite para não ser visto pelo demais companheiros fariseus e o mancebo de qualidades se entristeceu pois amava mais ao conforto do mundo do que o sofrimento de seguir o mestre. Eis ai mais uma marca na vida de quem se encontrou com Jesus um dia: Quem nasceu de novo não nasceu para gozar conforto aqui, mas abre mão do pecado, de tudo o que for preciso por amor a Cristo e não tem vergonha de se expor e correr risco por amor ao Evangelho de Cristo.

Jesus não prefere os "piores" mas os piores em algum momento acabam preferindo Jesus, pois entendem mais rápido que precisam dele. Jesus Cristo nunca amou aos pecados, mas sempre viu em muitos pecadores a humildade prontidão que acolhia o seu desejo de salvá-los e sua missão dava certo sempre.

Pensemos nisto. É possível que estejamos enganados quando dizemos que somos salvos se não vivemos estes requisitos citados.

Para a reflexão dos amados amigos e irmãos,

Luis Paulo Silva.

Causar escândalo é pecado? Parte 1



O irmão Luis Paulo fez a seguinte pergunta:

“O escândalo que não provém de um pecado pode afetar a sua salvação?
A Bíblia diz que o Senhor vai lançar no fogo os que cometem iniquidade e causam escândalo. Então, quero que considere o que Paulo diz, que se comer carne causar tropeço ao irmão, nunca mais ele comeria carne.
Seria coerente com a sã doutrina da Palavra de Deus usar, por exemplo, uma roupa que não seja condenada pela Palavra, mas que causa tropeço ao irmão?”

A pergunta é mais complexa do que aparenta.

Pretendo respondê-la por partes e deixo aqui o espaço aberto para que os irmãos que acompanham o blog opinem sobre a questão. Assim, divido a pergunta em três (usarei a tradução da NVI por achar que sua linguagem é mais clara):

1º)
“Um escândalo que não provém de pecado pode afetar a sua salvação? (...) A Bíblia diz que o Senhor vai lançar no fogo os que cometem iniquidade e causam escândalo.”

NÃO.
Em primeiro lugar, nossa salvação não depende de nossas atitudes. Nós pecamos o tempo todo e, desde que nos arrependamos, podemos alcançar o perdão dos nossos pecados (1João 1.8-10).
A Salvação é dom (presente) de Deus a todos que receberam Jesus como único e suficiente Salvador (João 1.12).

O Aurélio define escândalo como
“o que é causa ou resultado de erro ou pecado; indignação provocada por mau exemplo; fato imoral, revoltante”.

Cabe perguntar aqui: todo escândalo é pecado?
E se é pecado, é pecado pra quem: pra quem é causa de escândalo, pra quem se escandaliza ou para ambos?

Depende.

Vejamos o que Jesus diz em Mateus 13.40-42:

“Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era. O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal. Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.”

Nesta passagem, Jesus estava explicando aos seus discípulos o significado da parábola do joio. Aqueles que causam tropeço (ou escândalo, em outras versões) são o joio, ou seja, os filhos do maligno (cf. vv.38).

Neste caso, os causadores de escândalo são aqueles que, consciente e propositalmente levam os outros a tropeçar. São aqueles que têm aparência de piedade, mas na verdade não têm compromisso com Deus nem com sua Palavra (2Timóteo 3.3-5).

A partir disto, não podemos afirmar que todo causador de escândalo é réu do inferno.

Nem todo escândalo é pecado, pois o próprio Jesus causou escândalo (João 6.61).

Os escândalos pecaminosos são justamente aqueles provenientes de pecados, propositais.

Logo, o escândalo que causa pecado é aquele fruto de iniquidade. As pessoas que os cometem pecam conscientemente, e com o propósito de levar outros ao erro.

2º)
“...Quero que considere o que Paulo diz, que se comer carne causar tropeço ao irmão, nunca mais ele comeria carne.”

Agora, o que o apóstolo Paulo diz sobre a questão de comer carne já envolve um contexto totalmente diferente. Vejamos o que a Bíblia diz:

“Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão. Como alguém que está no Senhor Jesus, tenho plena convicção de que nenhum alimento é por si mesmo impuro, a não ser para quem assim o considere; para ele é impuro. Se o seu irmão se entristecer devido ao que você come, você já não está agindo por amor. Por causa da sua comida, não destrua seu irmão, por quem Cristo morreu. Aquilo que é bom para vocês não se torne objeto de maledicência. Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo; aquele que assim serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens. Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua. Não destrua a obra de Deus por causa da comida. Todo alimento é puro, mas é errado comer qualquer coisa que faça os outros tropeçarem. É melhor não comer carne nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa que leve seu irmão a cair. Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvida é condenado se comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém de fé é pecado. Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos, Cada um de nós deve agradar ao seu próximo para o bem dele, a fim de edificá-lo. Pois também Cristo não se agradou a si próprio (...).”
(Romanos 14.13-15.3)

“Com repeito aos alimentos sacrificados aos ídolos, sabemos que todos temos conhecimento. O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica. Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria. Mas quem ama a Deus, este é conhecido por Deus. Portanto, em relação ao alimento sacrificado aos ídolos, sabemos que o ídolo não significa nada no mundo e que só existe um Deus. Pois, mesmo que haja os chamados deuses, quer no céu quer na terra (como de fato há muitos 'deuses' e muitos 'senhores'), para nós, porém, há um único Deus, o Pai, de quem vêm todas as coisas e para quem vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem vieram todas as coisas e por meio de quem vivemos. Contudo, nem todos têm esse conhecimento. Alguns, ainda habituados com os ídolos, comem esse alimento como se fosse um sacrifício idólatra; e como a consciência deles é fraca, fica contaminada. A comida, porém, não nos torna aceitáveis diante de Deus; não seremos piores se não comermos, nem melhores se comermos. Contudo, tenham cuidado para que o exercício da liberdade de vocês não se torne uma pedra de tropeço para os fracos. Pois, se alguém que tem a consciência fraca vir você que tem esse conhecimento comer num templo de ídolos, não será induzido a comer do que foi sacrificado a ídolos? Assim, esse irmão fraco, por quem Cristo morreu, é destruído por causa do conhecimento que você tem. Quando você peca contra seus irmãos dessa maneira, ferindo a consciência fraca deles, peca contra Cristo. Portanto, se aquilo que eu como leva meu irmão a pecar, nunca mais comerei carne, para não fazer meu irmão tropeçar.”
(1Coríntios 8.1-13)

“'Tudo é permitido', mas nem tudo convém. 'Tudo é permitido', mas nem tudo edifica. Ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o dos outros. Comam de tudo o que se vende no mercado, sem fazer perguntas por causa da consciência, pois 'do Senhor é a terra e tudo o que nela existe'. Se algum descrente o convidar para uma refeição e você quiser ir, coma de tudo o que lhe for apresentado, sem nada perguntar por causa da consciência. Mas se alguém lhe disser: 'Isto foi oferecido em sacrifício', não coma, tanto por causa da pessoa que o comentou, como da consciência, isto é, da consciência do outro e não da sua própria. Pois, por que minha liberdade deve ser julgada pela consciência dos outros? Se participo da refeição com ação de graças, por que sou condenado por algo pelo qual dou graças a Deus? Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. Não se tornem motivo de tropeço, nem para gregos, nem para a igreja de Deus. Também eu procuro agradar a todos, de todas as formas. Porque não estou procurando o meu próprio bem, mas o bem de muitos, para que sejam salvos. Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo.”
(1Coríntios 10.23-11.1)

Aqui, Paulo se referia a um contexto específico. Entre os coríntios, era comum que a carne de animais fosse oferecida a deuses pagãos. O que sobrava, era vendido no mercado. Alguns crentes se abstinham de comprar aquela carne, porque sua consciência dizia que se o fizessem estariam pecando, devido ao fato de não acreditarem que não deveriam comer carne de sacrifícios.

Paulo esclarece que o fato de a carne ter sido sacrificada a ídolos não significava nada, pois nós sabemos que não existem ídolos, tendo em vista haver um só Deus verdadeiro.

Porém nem todos tinham esse conhecimento. Aos pobres de conhecimento Paulo chama 'fracos'. Os mais fortes como Paulo, que tinham conhecimento, deveriam, em amor aos cristãos fracos, restringir sua própria liberdade para não levar outros ao pecado.

Aqui, a Bíblia trata de questões de fé, ou seja, aquelas acerca das quais existe diferença de opinião, e não de condutas pecaminosas.

Podemos incluir neste contexto as vestes e qualquer outra atitude que não envolva o pecado propriamente dito.

Nestes casos, o princípio que deve reger a liberdade de cada um é o amor ao próximo, conforme 1 João 2.10:

“Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço.”


O Padrão Bíblico de Avivamento


por Rev. Josivaldo de França Pereira


Qual o padrão bíblico de avivamento? Os avivamentos bíblicos oferecem alguma coordenada para a renovação da igreja evangélica no Brasil de hoje?

Estas são algumas das perguntas que procuraremos responder no decorrer desse estudo.


I - O significado bíblico do termo "Avivamento":

1.1. No Antigo Testamento:

O verbo hebraico hyh (avivar) tem o significado primário de "preservar" ou "manter vivo". Porém, "avivar" não significa somente preservar ou manter vivo, mas também purificar, corrigir e livrar do mal. Esta é uma conseqüência natural em toda vez que Deus aviva. Na história de cada avivamento, dentro ou fora da Bíblia, lemos que Deus purifica, livra do mal e do pecado, tira a escória e as coisas que estavam impedindo o progresso da causa (1).

O verbo "avivar", em suas várias formas (2), é usado mais de 250 vezes no Antigo Testamento, das quais 55 vezes estão num grau chamado piel. Um verbo nas formas do Piel expressa uma ação ativa intensiva no hebraico. Neste sentido, o avivamento é sempre indicado como uma obra ativa e intensiva de Deus. Alguns exemplos de sua ocorrência são as clássicas orações de Davi, como esta: "Porventura, não tornarás a vivificar-nos (3), para que em ti se regozije o teu povo?" (Sl 85.6) (4), e da clássica oração do profeta Habacuque: "Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia" (Hc 3.2).


1.2. No Novo Testamento:


Encontramos no Novo Testamento grego um conjunto de palavras que expressam o conceito básico de avivamento. São elas: 'egeíro, 'anastáso, 'anázoe e 'anakaínoo. Outras palavras gregas comparam o avivamento ao reacender de uma chama que se apaga aos poucos (cf. 'anazopyréo em 2 Tm 1.6) ou uma planta que lança novos brotos e "floresce novamente" (cf. 'anaphállo em Fp 4.10).

No Novo Testamento grego as palavras supracitadas aparecem, no contexto de avivamento, apenas sete vezes, embora a idéia básica de avivamento seja sugerida com mais freqüência. Uma possível explicação para o uso escasso dos termos, em comparação ao Antigo Testamento, é que o Novo cobre apenas uma geração, durante a qual a Igreja Cristã desfrutou, na maior parte do tempo, um grau incomum de vida espiritual.


II - O que não é avivamento bíblico:

Antes de falarmos sobre avivamento bíblico, propriamente dito, acreditamos ser de grande ajuda uma abordagem, mesmo que rápida, do que não é o padrão bíblico de avivamento.

O Rev. Hernandes Dias Lopes, em seu livro AVIVAMENTO URGENTE, apresenta sete interessantes razões sobre o que não deve ser entendido como avivamento de verdade. Sou devedor ao dileto colega por suas pertinentes observações. Transcrevo-as quase que na íntegra.


2.1. Avivamento não é um programa agendado pela igreja.


Avivamento não é ação da igreja, mas de Deus. Avivamento é obra soberana e livre do Espírito Santo. A igreja não promove e nem faz avivamento. A igreja não é agente de avivamento. A igreja não agenda e nem programa avivamento. A igreja só pode buscar o avivamento e preparar o caminho da sua chegada. A igreja não produz o vento do Espírito, ela só pode içar suas velas em direção a esse vento.

A soberania de Deus, no entanto, não anula a responsabilidade humana. O avivamento jamais virá se a igreja não preparar o caminho do Senhor (5). O avivamento jamais acontecerá se a igreja não se humilhar. Sem oração da igreja, as chuvas torrenciais de Deus não descerão. Sem busca não há encontro. Sem obediência a Deus, jamais haverá derramamento do Espírito. Contudo, quem determina o quando e o como do avivamento é Deus. Ele é soberano. David Brainerd orou vários anos pelo avivamento entre os índios peles vermelhas no século XVIII. Aquele jovem, ajoelhado na neve, suava de molhar a camisa, em agonia de alma, em oração fervente, em favor daqueles pobres índios. Quando o seu coração parecia desalentado e já não havia prenúncios de chuva da parte de Deus, o Espírito foi poderosamente derramado e os corações se dobraram a Cristo aos milhares.


2.2. Avivamento não é mudança doutrinária.

Cometem ledo engano aqueles que querem descartar a teologia e desprezar a doutrina na busca do avivamento. Desprezar a doutrina é dinamitar os alicerces da vida cristã. Desprezar a doutrina é querer levantar um edifício sem lançar o fundamento. Desprezar a doutrina é querer por um corpo de pé e em movimento sem a estrutura óssea.

Não há vida piedosa sem doutrina. A doutrina é a base da ética. A teologia é mãe da ética. "Assim como o homem crê no seu coração, assim ele é" (Pv 23.7).

Vida sem doutrina gera misticismo e experiencialismo subjetivista. Avivamento sem doutrina é fogo de palha, é movimento emocionalista, é experiencialismo personalista e antropocentrista. Deus tem compromisso com a verdade e a sua Palavra é a verdade e todo avivamento precisa estar fundamentado na Palavra. O avivamento precisa estar norteado pelas Escrituras e não por sonhos e visões. Precisa estar dentro das balizas da Bíblia e não dentro dos muros de revelações subjetivistas, muitas vezes feitas na carne.


2.3. Avivamento não é mudança litúrgica.

Muitos crentes confundem avivamento com forma de culto, com liturgia animada, com coreografia e instrumental aparatoso.

Louvor não é encenação. Não é mimetismo. Não é ritualismo. Não é emocionalismo. Não é apenas seguir formas pré-estabelecidas, como bater palmas, dizer aleluia, amém e levantar as mãos. Louvor não é pululância, gingos e dança (6). Louvor que apenas levanta as mãos para o alto, mas não as estende para o necessitado não agrada a Deus. A Bíblia ordena levantar mãos santas ao Senhor, num gesto de rendição e entrega (I Tm 2.8). Louvor em que a pessoa apenas saltita e pula, mas não vive em santidade, é ofensa a Deus. Louvor que apenas verbaliza coisas bonitas para Deus, mas não leva Deus a sério na vida é fogo estranho diante do Senhor.

Louvor que não produz mudança de vida, quebrantamento, obediência e não leva as pessoas a confiarem em Deus, não é louvor, é barulho aos ouvidos de Deus. Assim diz o Senhor: "Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras" (Am 5.23).

Hoje estamos vivendo a época dos shows evangélicos, dos show-men, dos animadores de programas religiosos, do "rock evangélico", das músicas badaladas por um ritmo sensual.

Mais do que nunca é preciso tocar a trombeta em Sião e condenar a idéia de que precisamos imitar o mundo para atrair o mundo. A música do mundo tem entrado nas igrejas, para vergonha nossa e para derrota nossa. O louvor que agrada a Deus precisa ser em espírito e em verdade. O louvor precisa ser bíblico, senão é fogo estranho. Davi, no Salmo 40, versículo 3, fala-nos sobre as balizas do louvor que agrada a Deus: "E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão estas coisa, temerão e confiarão no Senhor". Primeiro, vemos a origem deste cântico: "E me pôs nos lábios". Este louvor vem de Deus e não do homem. Segundo, vemos a natureza deste cântico: "E me pôs nos lábios um novo cântico". Não é um novo de edição, mas novo de natureza. É um cântico que expressa a marca da sua nova vida, liberta do tremendal de lama (v2). Terceiro, vemos o objetivo deste cântico: "... Um hino de louvor ao nosso Deus". Este cântico não é para entreter ou agradar o gosto e preferência das pessoas. Este cântico vem de Deus e volta para Deus. Deus é o seu alfa e o seu ômega. Quarto, vemos o resultado deste cântico: "Muitos verão estas coisas, temerão e confiarão no Senhor". O louvor bíblico leva as pessoas a temerem a Deus, a confiarem em Deus. O verdadeiro louvor leva as pessoas a se voltarem para Deus.

O louvor não é um espaço da liturgia. Louvor é a totalidade da vida. "Bendirei ao Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios" (Sl 34.1).

À luz destas coisas, é preciso dizer que avivamento não é mudança litúrgica, é mudança de vida. Avivamento não é histeria carnal, é choro pelo pecado. Deus não procura adoração. Ele procura adoradores.

Todavia, é preciso dizer que, embora o avivamento não seja mudança de liturgia, todo avivamento mexe com a liturgia. O avivamento desinstala a liturgia ritualista, cerimonialista, formalista, fria e morta e põe em seu lugar uma liturgia viva, alegre, ungida, onde há liberdade do Espírito, sem abandonar a ordem e a decência. Em épocas de avivamento, a liturgia é desingessada e o povo com alegria e liberdade do Espírito adora a Deus, em espírito e em verdade, sem regras rígidas pré-estabelecidas. Cada culto é um acontecimento singular, novo, onde há abertura para o que Deus deseja falar e fazer com o seu povo.

Hoje existem muitos cultos solenes, aparatosos, pomposos, mas estão mortos. Disse J. I. Packer no seu livro "Na Dinâmica do Espírito": "Não há nada mais solene do que um cadáver. Há cultos solenes que estão mortos". Embora o avivamento não seja mudança litúrgica, todo avivamento muda a liturgia, tornando-a bíblica, alegre, ungida, dirigida pelo Espírito de Deus. Devemos clamar como os puritanos: "Queremos liturgia pura".


2.4. Avivamento não é uma ênfase carismática unilateral.

Muitas pessoas hoje estão limitando o avivamento a milagres, curas e exorcismos, sem observarem a abrangência global da doutrina pneumatológica. Este é um sério perigo. Toda vez que super-enfatizamos uma verdade em detrimento de outra, nós produzimos deformações e distorções nesta verdade.

Deus pode e faz maravilhas, curas e prodígios extraordinários quando Ele quer. Ele é soberano. Ninguém pode deter a sua mão. Ninguém pode ser o conselheiro de Deus. Ninguém pode instruir a Deus e dizer o que Ele pode e o que Ele não pode fazer. Ninguém pode obstaculá-lo nem ensinar-lhe qualquer coisa. Ele faz tudo quanto Ele quer, como quer, onde quer, quando quer, com quem quer. "Ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade" (Ef 1.11). Ele não obedece à agenda dos homens. Ele não se deixa pressionar. Ele é livre.

Entretanto, esta não é a ênfase do avivamento. A igreja hoje está correndo mais atrás de sinais do que atrás de santidade. A igreja hoje empolga-se mais com milagres do que com vida cheia do Espírito. A igreja hoje anseia mais as bênçãos de Deus do que o Deus das bênçãos. A igreja hoje busca mais uma vida antropocêntrica do que teocêntrica.

Avivamento não é efervescência carismática. Uma igreja pode ter todos os dons sem ser uma igreja avivada. Avivamento não é conhecido pelos dons do Espírito, mas pelo fruto do Espírito.

A igreja de Corinto possuía todos os dons, todavia, era uma igreja imatura e bebê espiritualmente. Naquela igreja profundamente carismática, havia divisões, cismas, brigas, partidos, contendas, imoralidade e irmãos levando outros irmãos aos tribunais mundanos. Havia falta de compreensão acerca do casamento e da liberdade cristã. Naquela igreja a ceia do Senhor estava sendo incompreendida, os dons estavam sendo usados erradamente, a ressurreição dos crentes estava sendo negada, e a cooperação financeira com os pobres negligenciada.

É verdade que, em épocas de avivamento, os dons são buscados e exercidos para a glória de Deus e a edificação da igreja, mas a ênfase carismática não é sinônimo de avivamento.


2.5. Avivamento não é modismo.

Muitos crentes, por desconhecimento, se posicionam contra o avivamento porque acham que ele é a mais nova onda da igreja. Acham que avivamento é uma coqueluche moderna e uma inovação sem nenhum respaldo bíblico e histórico.

Certamente, aqueles que assim pensam não estudam com critério a Bíblia nem a história da igreja. Os pontos culminantes da igreja aconteceram em épocas de avivamento. Desde o Antigo Testamento que esta é uma verdade incontestável. É só olhar para os grandes despertamentos na época de Ezequias, de Josias e de Neemias. É só ver o grande avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. É só ver o que Deus fez na Reforma do Século XVI, na Inglaterra, no século XVIII e em outros grandes avivamentos da história. Certamente, avivamento não é uma onda, não é um modismo. Ele possui firmes lastros históricos. Ele é nossa herança e nosso legado e deve continuar sendo nossa aspiração e nossa busca constante.


2.6. Avivamento não é uma visão dicotomizada da vida.

Muitas pessoas, quando começam a buscar avivamento, saem da realidade e enclausuram-se nos castelos inexpugnáveis de uma espiritualidade isolada e monástica. Tornam-se tão "espirituais" que já não sabem mais conviver com a vida, isolam-se, fazendo da vida uma caverna de fuga. Querem sair do mundo em vez de serem guardados do mal. Dividem a vida entre sagrado e profano, corpo e alma, matéria e espírito. Acham que Deus está interessado apenas nas coisas espirituais. Acham que Deus só olha para a vida de trabalho na igreja, sem observar os negócios, a família, o trabalho, os estudos e a vida do dia-a-dia com o mesmo interesse.

Esta não é a visão bíblica nem a visão do verdadeiro avivamento. Tudo em nossa vida é vazado pelo sagrado. Toda a nossa vida é cúltica. Todo o nosso viver é litúrgico. O grande avivalista John Wesley lutou pelas causas sociais na Inglaterra ao mesmo tempo que pregou sobre avivamento. Finney pregou ardorosamente contra a escravidão nos EUA no século passado ao mesmo tempo que foi o maior avivalista do seu país. João Calvino atacou com veemência os juros extorsivos em Genebra. O avivamento sempre traz profundas mudanças políticas, econômicas, sociais e morais. O avivamento não leva a igreja à fuga, mas ao enfrentamento.


2.7. Avivamento não é campanha de evangelização.


Não podemos confundir avivamento com campanhas evangelísticas. Avivamento é para a igreja, pessoas que já têm vida; evangelização é para o mundo, pessoas que estão mortas em delitos e pecados. Avivamento é para crentes nascidos de novo; evangelização é para pecadores inconversos. Na evangelização, a igreja trabalha para Deus; no avivamento, Deus trabalha para a igreja. Na evangelização, a igreja vai aos pecadores; no avivamento, os pecadores correm para a igreja. Na evangelização, os pregadores apelam aos pecadores; no avivamento, os pecadores apelam aos pregadores.


III - O Padrão Bíblico de Avivamento:

Podemos definir o avivamento bíblico em dois sentidos distintos:


3.1. O sentido estrito de avivamento.

Estritamente falando, avivamento é algo que acontece unicamente no meio do povo de Deus. O Espírito Santo renova, reaviva e desperta a igreja sonolenta. É revitalização onde já existe vida. Ou, como disse Robert Coleman, é "o retorno de algo à sua verdadeira natureza e propósito" (7).

Comentando um pouco mais sobre o sentido estrito de avivamento, diz o Dr. Martin Lloyd-Jones:

É uma experiência na vida da Igreja quando o Espírito Santo realiza uma obra incomum. Ele a realiza, primeiramente, entre os membros da Igreja: é um reviver dos crentes. Não se pode reviver algo que nunca teve vida; assim, por definição, o avivamento é primeiramente uma vivificação, um revigoramento, um despertamento de membros de igreja que se acham letárgicos, dormentes, quase moribundos (8).

Quando há esse impacto da obra do Espírito de Deus na vida da igreja, os resultados imediatos do avivamento são sentidos no povo de Deus: senso inequívoco da presença de Deus; oração fervorosa e louvor sincero; convicção de pecado na vida das pessoas; desejo profundo de santidade de vida e aumento perceptível no desejo de pregação do evangelho. Em outras palavras, a igreja amortecida e tristemente doente é a primeira a ser beneficiada pelo avivamento.


3.2. O sentido amplo de avivamento.

Como a própria expressão define, neste sentido não apenas a igreja, mas a sociedade não-cristã também é beneficiada pelo avivamento. Isto acontece porque, além da atuação soberana do Espírito Santo no mundo, na igreja passa a existir uma conscientização profunda de sua missão; isto é, a missão integral de servir o mundo evangelística e socialmente. No avivamento a igreja vive a missão para a qual foi chamada.

A sociedade não-cristã, por sua vez, volta-se para Deus em resposta ao evangelho. Acertadamente o Dr. Héber de Campos comenta que "o reavivamento começa na igreja e termina na comunidade maior onde ela vive. Os efeitos do reavivamento são muito mais perceptíveis nas mudanças morais que acontecem na região ou num país onde ele acontece. Ele não se limita simplesmente aos membros das igrejas atingidas pela obra de Deus. Ele causa impacto em toda a comunidade onde a igreja de Deus está inserida" (9).

Em suma, as duas características principais do avivamento são 1) o extraordinário revigoramento da igreja de Cristo e 2) a conversão de multidões que até o momento estiveram fora dela na indiferença e no pecado.


3.3. Avivamento e a Bíblia.

Aqui também abordaremos dois aspectos essenciais do avivamento.

1) O padrão bíblico de avivamento é a Bíblia

Por mais simplória e pleonástica que esta declaração pareça ser, ela é tão autêntica e singular como dois e dois são quatro. Estamos falando do único padrão inerrante e infalível de avivamento: a Bíblia.

Uma vez que a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, é ela e somente ela que nos pode dar a direção certa deste assunto. A relação entre a Bíblia e o avivamento é tão intrínseca que é impossível um avivamento de verdade sem que a Bíblia faça parte dele.

Além disso, numa época de tantos extremos como este em que vivemos, é fundamental o equilíbrio que só a Bíblia oferece. Sabemos que hoje existem desde aqueles que vêem toda e qualquer manifestação entusiástica como avivamento, até àqueles que negam a sua existência, ou quando muito acham que avivamento é a mais nova onda do momento, uma coqueluche moderna, uma inovação humana sem respaldo bíblico. É necessário, mais do que nunca, recorrermos à lei e ao testemunho.

Permita-me ilustrar o que queremos dizer por "extremos". Edwin Orr (10), uma das maiores autoridades sobre avivamentos, disse que viu duas igrejas nos Estados Unidos convidando pessoas para suas reuniões de avivamentos. Uma delas dizia: "Reavivamento aqui todas às segundas-feiras à noite", enquanto que a outra prometia: "Reavivamento aqui todas às noites, exceto às segundas-feiras". Orr menciona este fato para relatar um desses extremos em que a palavra "avivamento" ou "reavivamento" é usada aleatoriamente, como se o avivamento fosse produzido simplesmente pelo desempenho humano com data e hora marcadas.

Voltando ao lugar da Bíblia no avivamento, é importante salientar que ela foi, é e sempre será a espada do Espírito Santo em todo avivamento bíblico. Não existe verdadeira espiritualidade sem a Bíblia. Observando os avivamentos ocorridos na Bíblia e na história da igreja, notamos que os objetos do Espírito eram sempre persuadidos com e para a Bíblia. Avivamento onde a Bíblia não está presente não passa de um mero pentecostalismo convencional.

"Um reavivamento", diz o Dr. Héber de Campos, "que é produto da obra do Espírito Santo na igreja, certamente tem sua ênfase naquilo que tem sido esquecido por muito tempo: a Palavra de Deus. A autoridade da Palavra de Deus passa ser algo extremamente forte num momento genuíno de reavivamento. A Bíblia passa novamente a ser honrada como a única Palavra inspirada de Deus" (11).

2) O padrão bíblico de avivamento está na Bíblia

Os primórdios do avivamento bíblico aparecem em Gênesis. Segundo Coleman, o que se pode chamar de "o grande despertamento geral" ocorreu nos dias de Sete, pouco depois do nascimento de seu filho Enos: "Então se começou a invocar o nome do Senhor" (Gn 4.26) (12). O nome Enos quer dizer fraco ou doente. O que é deveras significativo. Considerando o assassinato de Abel (Gn 3.9-15) e o aparecimento cada vez mais forte de doenças na raça humana, o nome Enos era bastante adequado. "É provável que fosse um reflexo da consciência da depravação humana e da necessidade da graça divina" (13). À parte desta indicação não existe nenhum outro relato de avivamento no princípio da história da raça humana. O relato subseqüente do dilúvio ilustra de modo dramático o que acontece com um povo que não se arrepende de seus pecados.

Depois temos os patriarcas que por vários séculos lideraram o povo de Deus. Sempre que a vitalidade espiritual do povo se desvanecia, eles agiam como a força que promovia novo vigor. O breve avivamento na casa de Jacó é um bom exemplo disso (Gn 35.1-15). Mais tarde, sob a liderança de Moisés, há períodos empolgantes de refrigério, especialmente nos acontecimentos ligados à primeira páscoa (Ex 12.21-28), na outorga da lei do Senhor no Sinai (Ex 19.1-25; 24.1-8; 32.1-35.29) e no levantamento da serpente de bronze no monte Hor (Nm 21.4-9).

No tempo de Josué um despertamento espiritual predominou em suas campanhas, como na travessia do rio Jordão (Js 3.1-5.12) e na conquista de Ai (Js 7.1-8.35). Mas quando terminaram as guerras e o povo se assentou para desfrutar os despojos da vitória, uma apatia espiritual se apoderou da nação. Sabendo que seu povo estava dividido, Josué reuniu as tribos de Israel, em Siquém, e exigiu que cada um escolhesse, de uma vez por todas, a quem servir (Js 24.1-15). Um verdadeiro avivamento segue-se a esse desafio, prosseguindo durante "todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda viveram muito tempo depois de Josué, e sabiam toda a obra que o Senhor tinha feito a Israel" (Js 24.31).

O período de trezentos anos de liderança dos juízes mostra os israelitas, de quando em quando, traindo o Senhor e servindo a outros deuses. O juízo de Deus é inevitável. Então, após longos anos de opressão, o povo se arrepende e clama ao Senhor (Jz 3.9,15; 4.3; 6.6,7; 10.10). Em cada ocasião Deus responde as orações, enviando-lhes um libertador que liberta o povo na vitória contra os inimigos. Um dos maiores movimentos avivalistas aparece no final desse período, sob a direção de Samuel (I Sm 7.1-17).

Tempos de renovação ocorreram periodicamente no período dos reis. A marcha de Davi, entrando com a arca em Jerusalém, possui muitos ingredientes de um avivamento (2 Sm 6.12-23). A dedicação do templo, no início do reinado de Salomão, é outro grande exemplo (I Rs 8). O avivamento também chega a Judá nos dias de Asa (I Rs 15.9-15). E Josafá, outro rei de Judá, lidera uma reforma (I Rs 22.41-50), bem como o sacerdote Joiada (2 Rs 11.4-12.16). Outro poderoso despertamento é vivenciado na terra sob a liderança do rei Ezequias (2 Rs 18.1-8). Por fim, a descoberta do livro da lei, durante o reinado de Josias, dá início a um dos maiores avivamentos registrados na Bíblia (2 Rs 22,23; 2 Cr 34,35).

Ainda, sob a liderança de Zorobabel e Jesua, outra vez começa a reacender um novo avivamento (Ed 1.1-4.24). Tendo as intimidações dos inimigos induzido os judeus a interromperem a reconstrução do templo, os profetas Ageu e Zacarias entraram em cena para instigar o povo a prosseguir (Ed 5.1-6.22; Ag 1.1-2.23; Zc 1.1-21; 8.1-23). Setenta e cinco anos depois, com a chegada de outra expedição liderada por Esdras, novas reformas são iniciadas em Jerusalém, dando-se mais atenção à lei (Ed 7.1-10.44). O avivamento alcança o auge poucos anos depois, quando Neemias se apresenta para completar a construção dos muros de Jerusalém e estabelecer um governo teocrático (Ne 1.1-13.31).

Uma oração por avivamento e a promessa de sua ocorrência encontramos também em Joel 2.28-32; Habacuque 2.14-3.19 e Malaquias 4.

No apogeu de um grande avivamento Jesus aparece e é batizado por João Batista. Escolhe e treina seus discípulos; ascende aos céus, deixando-os na expectativa de receberam a promessa do Espírito (Lc 24.49-53; At 1.1-26). O poderoso derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, inaugura o avivamento que Jesus havia predito (At 2.1-47). "Marca-se, assim, o início de uma nova era na história da redenção. Por três anos Jesus trabalhara na preparação desse dia - o dia em que a Igreja, discipulada por intermédio de seu exemplo, redimida por seu sangue, garantida por sua ressurreição, sairia em seu nome a proclamar o Evangelho 'até os confins da terra' (At 1.8)" (14).

O livro de Atos registra a dimensão desse avivamento. Avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. E de lá para cá, são muitos os relatos da obra vivificadora do Espírito Santo na história da igreja, como por exemplo, na Alemanha com a Reforma Protestante do século XVI, na Inglaterra no século XVIII, entre os negros Zulus da África do Sul na década de 60 e na Coréia do Sul nestes últimos tempos, dentre outros.

Que Deus derrame do seu Espírito sobre nós para que possamos, como igreja e povo brasileiros, experimentar mais uma vez daquele "fogo abrasador" que nos purifica e nos santifica para uma vida cristã de obediência à sua Palavra.


NOTAS
:

(1) Cf. D. M. Lloyd-Jones, DO TEMOR À FÉ (2ª ed. São Paulo: Editora Vida, 1987), pp. 73,4. Veja também, de Gerard Van Groningen, AVIVAMENTO SOB UM PRISMA VÉTERO-TESTAMENTÁRIO no site www.ipcb.org.br.

(2) Os termos "avivamento", "reavivamento", "renovação", "despertamento", "vivificação", "reviver" e "tornar a viver" são usados no mesmo sentido.

(3) O significado literal da expressão hebraica "vivificar-nos", do Salmo 85.6, é "causa-nos viver", onde se reconhece que a vitalidade espiritual depende inteiramente de Deus.

(4) O Novo Comentário da Bíblia, Edições Vida Nova, dá a este Salmo o sugestivo título: UMA ORAÇÃO PEDINDO REAVIVAMENTO.

(5) Para um ponto de vista diferente, veja a obra do Dr. Paul E. Pierson, A HISTÓRIA DOS AVIVAMENTOS, material apostilado pela Faculdade Teológica Sul Americana de Londrina - PR.

(6) Uma posição semelhante foi apresentada pelo Rev. Edijéce Martins Ferreira, em entrevista ao Jornal Brasil Presbiteriano (Abril/94, p. 12): "Confunde-se avivamento com atitude pessoal e inclusive corporal (física), com expressão emocional, levantar de mãos, etc. Essas atitudes em si não são propriamente prejudiciais. Todavia, pela confusão que se faz a doutrina sai perdendo. Há uma superficialidade doutrinária muito grande, porque se dá ênfase excessiva ao louvor, a sermões eletrizantes, a práticas pentecostais, quando avivamento é tão somente uma consciência clara e profunda da vontade de Deus (que é doutrinária) e uma disposição plena de obediência (que é prática)".

(7) R. Coleman, A CHEGADA DO AVIVAMENTO MUNDIAL (São Paulo: CPAD, 1996), p. 18.

(8) D. M. Lloyd-Jones, OS PURITANOS: SUAS ORIGENS E SEUS SUCESSORES (São Paulo: PES, 1993), pp. 15,6. Veja também, do mesmo autor, o excelente livro AVIVAMENTO (São Paulo: PES, 1992) 320 pp.

(9) Héber C. Campos, CRESCIMENTO DA IGREJA: COM REFORMA OU COM REAVIVAMENTO? In Fides Reformata, Vol I, Nº 1 (São Paulo: 1996), pp. 44,5.

(10) Citado por Brian H. Edwards em REVIVAL! A PEOPLE SATURED WITH GOD (England: Evangelical Press, 1994), p. 25.

(11) H. C. Campos, op. cit., p. 45.

(12) R. Coleman, op. cit., p. 53.

(13) Idem.

(14) Idem, p. 61.

Rev. Josivaldo de França Pereira - Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (I.P.B.) em Santo André - SP. Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição (J.M.C. - SP), Licenciado em filosofia pela F.A.I. (Faculdades Associadas Ipiranga - SP) e mestrando em missiologia pelo Seminário Teológico Sul Americano (S.T.S.A.) em Londrina - PR.


FONTE: MONERGISMO

Mensagem de Jesus para você!


"Disse Jesus aos que criam nele: Se permanecerdes no meu ensino, verdadeiramente sereis meus discípulos. Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."
(João 5.31 e 32)

Você crê em Jesus? Se a sua reposta é sim, vale à pena refletir nas seguintes questões:
Você conhece os ensinamentos de Jesus?
Você obedece aos ensinamentos de Jesus?

Talvez você não dê muita importância a isto, ou pense: "No final Deus vai me perdoar, pois eu sou uma boa pessoa". Mas eu posso afirmar a você, que de acordo com o ensinamento de Jesus, é necessário se preocupar em conhecer a Palavra de Deus.

Veja o que a Bíblia diz sobre a necessidade de conhecer a Palavra de Deus:

"Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus."
(Mateus 22.29)

"O meu povo é destruído por que lhe falta o conhecimento. Porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei como meu sacerdote; visto que esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos." (Os 4.6)

Conforme o que lemos nos textos acima e também em João 5.32, concluímos que não conhecer os ensinamentos da Palavra de Deus gera destruição para o homem, enquanto o homem que conhece a verdade de Deus vive a libertação dos seus próprios pecados.

Se você leu esta mensagem e deseja obter ajuda para conhecer melhor a Palavra de Deus e ter um verdadeiro encontro com Cristo, envie um e-mail para despertaiceifeiro@gmail.com ou conheça o nosso blog www.despertaiceifeiros.blogspot.com, onde você poderá encontrar muitas reflexões sobre a palavra de Deus.

Que Deus te abençoe.

*todas as referências bíblicas citadas foram extraídas da Bíblia Sagrada, edição contemporânea da Editora Vida. Tradução: João Ferreira de Almeida.

A ferida escondida e uma missionária em crise


Escrevi há alguns dias uma reflexão sobre o primeiro versículo do capítulo 5 de 2 Reis. Este texto bíblico conta a história de Naamã, chefe do exército do rei da Síria, homem grande diante do seu senhor, de muito respeito, valente, porém leproso.
Falamos sobre os poréns da vida. Mesmo quando tudo parecer perfeito existirá um porém que nos aproximará de Deus. Esta é a segunda parte da reflexão "Aprendendo com Naamã".

A ferida escondida

Naamã é a figura perfeita do homem bem sucedido que não possui a Cristo em seu coração, pois não importa o quando brilhe a armadura do ilustre guerreiro, há uma ferida incurável por baixo dela e só Jesus poderá sará-lo.
Esta ferida tira o sabor das vitórias do homem sem Deus. A lepra é a figura do pecado. O pecado enquanto não é perdoado incomoda o ser humano, embora por muitas vezes ele tente disfarçar a sua dor.
Naamã tinha todas as qualidades que um homem de sua época gostaria de ter, e seria completo se não fosse a ausência de deus em sua vida.

Uma missionária em crise

O versículo 2 do texto mencionado é dedicado a apresentar uma menina israelita, que estava longe da família e amigos, havia sido tomada do seu povo para um lugar onde só havia a incerteza.
Esta menina conhecia a história de seu antepassado José; vendido pelos próprios irmãos, sofreu muito mas por trás desta triste história havia um propósito de Deus. José mais tarde foi exaltado e livrou a sua família da morte num encontro emocionante.
Lá estava ela. Escrava de um homem famoso em todo o reino. Foi lá que esta menina descobriu algo interessante: Naamã era um homem sofredor, e não somente lhe pertencia aquela imagem prepotente que todos conheciam, mas também a imagem de um ser impotente, incapaz e desesperado.
Foi após uma destas cenas tristes que a menina lembrou que na sua terra havia cura. Foi ali mesmo que Deus a colocara para que fosse mudada a vida de um homem.
Vida cristã é isso. Somos como o vento que vai para onde vai e vem de onde vem. Muitas vezes os nossos planos pessoais, sonhos, são interrompidos para que Deus cumpra através de nós os Seus planos, que são maiores e melhores que os nossos. Não importa a situação temporal em que você se vê, Deus quer usá-lo, leitor, para cumprir os seus propósitos. Fale de Jesus, compartilhe a sua fé com todos quantos for possível e Deus irá fazer milagres através de você.
O homem de Deus, a mulher de Deus, o jovem de Deus, precisa saber a que lugar pertence. Estamos na Terra mas não somos dela. O nosso lar está preparado por Jesus, então por que se preocupar tanto com este lugar onde tudo se destrói? Somos cidadãos do céu, Deus é o nosso rei, o Espírito Santo é o nosso guia. Se o nosso tesouro está com Cristo, que o nosso desejo esteja n'Ele também.
Não se deixe vencer pelas lutas, olhe para o alvo e vá em frente. Aquela menina tem muito a nos ensinar como cristãos. Ela falou de sua terra, de seu profeta para a sua senhora, e Deus operou a transformação em Naamã.

Continuaremos a meditar sobre este texto em uma próxima oportunidade. Que Deus faça o Sua obra em cada coração.

Luis Paulo Silva.

Paul Washer - Pregação chocante

A Paz do Senhor ao leitor!

Estou deixando um vídeo para que você possa se edificar espiritualmente, e o tema bem poderia ser "Verdades que todo crente precisa ouvir" rs.
Eu gostei muito de tê-lo assistido e aviso que é preciso ter tempo disponível por que é legendado e tem quase uma hora de duração.
Vale à pena assistir, se gostar, passe para seus amigos, vamos ser instrumento de Deus para despertar os cristãos desapercebidos e inconstantes.

Abraço!


Relacionamentos inadequados


Por Pra. Ângela V. Cintra

TEXTO BASE: Pv 1.10-11,15,17.

NOSSAS AMIZADES:

O livro de Provérbios foi escrito por Salomão e seu título significa "comparações". Nele, encontramos a diferença da vida e das escolhas dos sábios e dos tolos, dos justos e dos injustos, dos santos e dos impuros. Os dois caminhos
estão à nossa frente, e a Bíblia, de maneira muito clara, nos adverte sobre onde iremos parar ao final de cada um deles. Devemos amar indistintamente todas as pessoas, mas devemos escolher com quem iremos andar. Quem serão os nossos amigos de fato.
Encontramos, nas Sagradas Escrituras, que o temor do Senhor e o bom ensino dos pais nos ajudam, dando sabedoria nas escolhas da vida (Pv 1.7-9). Esse texto nos fala sobre a escolha das amizades. Os apelos do mundo estão gritando por todos os lados, mas a escolha é nossa. O primeiro passo está na atração mundana (querem seduzir-te), em seguida nos convites (vem conosco...), e, finalmente, no arquitetar os projetos malignos (embosquemo-nos... lança a tua sorte entre nós...).

A sábia Palavra de Deus nos orienta: [...] "Não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os teus pés" (v.15). Existem ciladas malignas atrás de amizades mundanas (v.17-19). Não é por acaso que o primeiro Salmo da Bíblia e o primeiro capítulo de Provérbios nos alertam sobre as amizades. "Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes o seu prazer está na Lei do Senhor, e na sua Lei medita de dia e de noite" (Sl 1.1-2). Davi escreveu este Salmo e nos mostra que quem busca o Senhor é bem sucedido e feliz, ao contrário do que vive entre más companhias, que, sem segurança, irá perecer no juízo (Sl 1.3-6).

Infelizmente, há homens casados que, ao andarem com colegas de trabalho solteiros, começam a deixar as responsabilidades do casamento e desgastam seu relacionamento conjugal. Da mesma forma, mulheres casadas, que, longe do convívio do lar, na faculdade ou no serviço, também se esquecem de seu compromisso com o marido e do cuidado com os filhos. Tanto os solteiros como os casados devem tomar muito cuidado nas escolhas das amizades, das pessoas que freqüentam a sua casa. Às vezes, até mesmo tentando ajudar alguém, corremos o risco de prejudicar o nosso lar ou a nossa comunhão com Deus. Os jovens e adolescentes precisam estar muito atentos quanto às suas amizades. Tanto podem crescer espiritualmente com bons amigos, como podem, até mesmo, se desviar do caminho da verdade devido às más companhias. Não há dúvida de que o nosso melhor amigo é Jesus. Que tal deixá-lo ajudar-nos na escolha de nossas amizades?

RELACIONAMENTOS INADEQUADOS:

Temos visto tantos casamentos desmoronarem no abismo da fornicação e da imoralidade por causa de relacionamentos inadequados.
Pessoas divorciadas, os que estão com casamentos em crise, ou jovens adultos que estão cansados de esperar por sua "alma gêmea", às vezes caem nas ciladas da fornicação e do adultério. Se há um descuido na vida de comunhão com o Senhor: pouca oração, coração impaciente por fraqueza espiritual (sem o alimento diário da Palavra) ou se o foco da vida não está no Senhor, mas no próprio "Eu" com suas paixões, então o perigo de cair no pecado da imoralidade é muito grande. No mundo de hoje, tudo é permitido, o importante é ser feliz, mas esta filosofia de vida não mostra os resultados desastrosos dos relacionamentos inadequados: gravidez indesejada, destruição do casamento, doenças fatais, feridas na alma, traumas emocionais dificílimos, vergonha e morte. Estes conceitos falsos de felicidade pelo prazer já são bastante antigos. Em Provérbios, encontramos palavras de alerta sobre o adultério: "Filho meu, atende à minha sabedoria, [...] porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves que o azeite; mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. Os seus pés descem à morte, os seus passos conduzem-na ao inferno. [...] Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa." (Pv 5.1,3-4,8.)
Estes conselhos servem para todo o tipo de atração sexual pecaminosa, onde há somente morte e destruição. É impossível colher frutos de alegria e paz do espinheiro do pecado da imoralidade. As conseqüências são irreversíveis: "Tomará alguém fogo ao seio, sem que as suas vestes incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Assim será ao que se chegar à mulher do seu próximo..." (Pv 6.26-29.)

PONDO EM ORDEM OS RELACIONAMENTOS:

Quando Abraão encarregou seu servo Eliezer de buscar uma noiva para seu filho Isaque, ele ordenou que este não lhe trouxesse
moça de Canaã, mas da casa de seu pai, em Harã (Gn 24.3). As nações de Canaã estavam condenadas por causa de sua cultura pagã imoral e pervertida. A futura esposa de Isaque deveria conhecer e amar o Deus verdadeiro e santo, o Deus de Abraão. E Eliezer ora, pedindo a ajuda e direção para tão importante tarefa (Gn 24.12-14). Sabemos que o jugo desigual é um sério problema no casamento. Muitas lágrimas são derramadas por conflitos provocados pela falta de entendimento espiritual. Siga a instrução bíblica, querido irmão, não entre em jugo desigual com os incrédulos. Isto é válido para o casamento e sociedades.

Muitos problemas e sofrimentos serão evitados na escolha orientada por Deus. Rompa, enquanto é tempo, com laços de jugo desigual que poderão prendê-lo.

CONCLUSÃO:

Evitamos muito sofrimento ao orarmos ao Senhor sobre nossos relacionamentos: "Pois livraste da morte a minha
alma, das lágrimas os meus olhos, da queda os meus pés. Andarei na presença do Senhor, na terra dos viventes." (Sl 116.8-9.) Os pais precisam ser amigos de seus filhos (Cl 3.21; Pv 4.1-6). Os cônjuges precisam ser os melhores amigos e buscarem, juntos, agradar um ao outro (1Co 7.32-34). Os jovens precisam buscar a santidade na conduta, nas palavras, no procedimento
e na escolha das amizades (Tt 2.6-8; 2Tm 4.9-15).

RESPONDA SINCERAMENTE:

Você está envolvido em algum relacionamento inadequado?

Você tem percebido que, embora dizendo ? Somos só amigos? Há algo mais, que já é pecado e não deveria
haver entre você e alguma pessoa?

Você está se preparando para um casamento em jugo desigual?

Você tem sido amigo de seus filhos e de seu cônjuge?

Você tem permitido amizades que estão prejudicando sua família e seu relacionamento conjugal?

Arrependa-se, acerte seus relacionamentos e escolha, hoje, a vontade do Senhor para sua vida.

FONTE: IGREJA BATISTA DA LAGOINHA (revisado por Luis Paulo Silva