O Padrão Bíblico de Avivamento


por Rev. Josivaldo de França Pereira


Qual o padrão bíblico de avivamento? Os avivamentos bíblicos oferecem alguma coordenada para a renovação da igreja evangélica no Brasil de hoje?

Estas são algumas das perguntas que procuraremos responder no decorrer desse estudo.


I - O significado bíblico do termo "Avivamento":

1.1. No Antigo Testamento:

O verbo hebraico hyh (avivar) tem o significado primário de "preservar" ou "manter vivo". Porém, "avivar" não significa somente preservar ou manter vivo, mas também purificar, corrigir e livrar do mal. Esta é uma conseqüência natural em toda vez que Deus aviva. Na história de cada avivamento, dentro ou fora da Bíblia, lemos que Deus purifica, livra do mal e do pecado, tira a escória e as coisas que estavam impedindo o progresso da causa (1).

O verbo "avivar", em suas várias formas (2), é usado mais de 250 vezes no Antigo Testamento, das quais 55 vezes estão num grau chamado piel. Um verbo nas formas do Piel expressa uma ação ativa intensiva no hebraico. Neste sentido, o avivamento é sempre indicado como uma obra ativa e intensiva de Deus. Alguns exemplos de sua ocorrência são as clássicas orações de Davi, como esta: "Porventura, não tornarás a vivificar-nos (3), para que em ti se regozije o teu povo?" (Sl 85.6) (4), e da clássica oração do profeta Habacuque: "Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia" (Hc 3.2).


1.2. No Novo Testamento:


Encontramos no Novo Testamento grego um conjunto de palavras que expressam o conceito básico de avivamento. São elas: 'egeíro, 'anastáso, 'anázoe e 'anakaínoo. Outras palavras gregas comparam o avivamento ao reacender de uma chama que se apaga aos poucos (cf. 'anazopyréo em 2 Tm 1.6) ou uma planta que lança novos brotos e "floresce novamente" (cf. 'anaphállo em Fp 4.10).

No Novo Testamento grego as palavras supracitadas aparecem, no contexto de avivamento, apenas sete vezes, embora a idéia básica de avivamento seja sugerida com mais freqüência. Uma possível explicação para o uso escasso dos termos, em comparação ao Antigo Testamento, é que o Novo cobre apenas uma geração, durante a qual a Igreja Cristã desfrutou, na maior parte do tempo, um grau incomum de vida espiritual.


II - O que não é avivamento bíblico:

Antes de falarmos sobre avivamento bíblico, propriamente dito, acreditamos ser de grande ajuda uma abordagem, mesmo que rápida, do que não é o padrão bíblico de avivamento.

O Rev. Hernandes Dias Lopes, em seu livro AVIVAMENTO URGENTE, apresenta sete interessantes razões sobre o que não deve ser entendido como avivamento de verdade. Sou devedor ao dileto colega por suas pertinentes observações. Transcrevo-as quase que na íntegra.


2.1. Avivamento não é um programa agendado pela igreja.


Avivamento não é ação da igreja, mas de Deus. Avivamento é obra soberana e livre do Espírito Santo. A igreja não promove e nem faz avivamento. A igreja não é agente de avivamento. A igreja não agenda e nem programa avivamento. A igreja só pode buscar o avivamento e preparar o caminho da sua chegada. A igreja não produz o vento do Espírito, ela só pode içar suas velas em direção a esse vento.

A soberania de Deus, no entanto, não anula a responsabilidade humana. O avivamento jamais virá se a igreja não preparar o caminho do Senhor (5). O avivamento jamais acontecerá se a igreja não se humilhar. Sem oração da igreja, as chuvas torrenciais de Deus não descerão. Sem busca não há encontro. Sem obediência a Deus, jamais haverá derramamento do Espírito. Contudo, quem determina o quando e o como do avivamento é Deus. Ele é soberano. David Brainerd orou vários anos pelo avivamento entre os índios peles vermelhas no século XVIII. Aquele jovem, ajoelhado na neve, suava de molhar a camisa, em agonia de alma, em oração fervente, em favor daqueles pobres índios. Quando o seu coração parecia desalentado e já não havia prenúncios de chuva da parte de Deus, o Espírito foi poderosamente derramado e os corações se dobraram a Cristo aos milhares.


2.2. Avivamento não é mudança doutrinária.

Cometem ledo engano aqueles que querem descartar a teologia e desprezar a doutrina na busca do avivamento. Desprezar a doutrina é dinamitar os alicerces da vida cristã. Desprezar a doutrina é querer levantar um edifício sem lançar o fundamento. Desprezar a doutrina é querer por um corpo de pé e em movimento sem a estrutura óssea.

Não há vida piedosa sem doutrina. A doutrina é a base da ética. A teologia é mãe da ética. "Assim como o homem crê no seu coração, assim ele é" (Pv 23.7).

Vida sem doutrina gera misticismo e experiencialismo subjetivista. Avivamento sem doutrina é fogo de palha, é movimento emocionalista, é experiencialismo personalista e antropocentrista. Deus tem compromisso com a verdade e a sua Palavra é a verdade e todo avivamento precisa estar fundamentado na Palavra. O avivamento precisa estar norteado pelas Escrituras e não por sonhos e visões. Precisa estar dentro das balizas da Bíblia e não dentro dos muros de revelações subjetivistas, muitas vezes feitas na carne.


2.3. Avivamento não é mudança litúrgica.

Muitos crentes confundem avivamento com forma de culto, com liturgia animada, com coreografia e instrumental aparatoso.

Louvor não é encenação. Não é mimetismo. Não é ritualismo. Não é emocionalismo. Não é apenas seguir formas pré-estabelecidas, como bater palmas, dizer aleluia, amém e levantar as mãos. Louvor não é pululância, gingos e dança (6). Louvor que apenas levanta as mãos para o alto, mas não as estende para o necessitado não agrada a Deus. A Bíblia ordena levantar mãos santas ao Senhor, num gesto de rendição e entrega (I Tm 2.8). Louvor em que a pessoa apenas saltita e pula, mas não vive em santidade, é ofensa a Deus. Louvor que apenas verbaliza coisas bonitas para Deus, mas não leva Deus a sério na vida é fogo estranho diante do Senhor.

Louvor que não produz mudança de vida, quebrantamento, obediência e não leva as pessoas a confiarem em Deus, não é louvor, é barulho aos ouvidos de Deus. Assim diz o Senhor: "Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras" (Am 5.23).

Hoje estamos vivendo a época dos shows evangélicos, dos show-men, dos animadores de programas religiosos, do "rock evangélico", das músicas badaladas por um ritmo sensual.

Mais do que nunca é preciso tocar a trombeta em Sião e condenar a idéia de que precisamos imitar o mundo para atrair o mundo. A música do mundo tem entrado nas igrejas, para vergonha nossa e para derrota nossa. O louvor que agrada a Deus precisa ser em espírito e em verdade. O louvor precisa ser bíblico, senão é fogo estranho. Davi, no Salmo 40, versículo 3, fala-nos sobre as balizas do louvor que agrada a Deus: "E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão estas coisa, temerão e confiarão no Senhor". Primeiro, vemos a origem deste cântico: "E me pôs nos lábios". Este louvor vem de Deus e não do homem. Segundo, vemos a natureza deste cântico: "E me pôs nos lábios um novo cântico". Não é um novo de edição, mas novo de natureza. É um cântico que expressa a marca da sua nova vida, liberta do tremendal de lama (v2). Terceiro, vemos o objetivo deste cântico: "... Um hino de louvor ao nosso Deus". Este cântico não é para entreter ou agradar o gosto e preferência das pessoas. Este cântico vem de Deus e volta para Deus. Deus é o seu alfa e o seu ômega. Quarto, vemos o resultado deste cântico: "Muitos verão estas coisas, temerão e confiarão no Senhor". O louvor bíblico leva as pessoas a temerem a Deus, a confiarem em Deus. O verdadeiro louvor leva as pessoas a se voltarem para Deus.

O louvor não é um espaço da liturgia. Louvor é a totalidade da vida. "Bendirei ao Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios" (Sl 34.1).

À luz destas coisas, é preciso dizer que avivamento não é mudança litúrgica, é mudança de vida. Avivamento não é histeria carnal, é choro pelo pecado. Deus não procura adoração. Ele procura adoradores.

Todavia, é preciso dizer que, embora o avivamento não seja mudança de liturgia, todo avivamento mexe com a liturgia. O avivamento desinstala a liturgia ritualista, cerimonialista, formalista, fria e morta e põe em seu lugar uma liturgia viva, alegre, ungida, onde há liberdade do Espírito, sem abandonar a ordem e a decência. Em épocas de avivamento, a liturgia é desingessada e o povo com alegria e liberdade do Espírito adora a Deus, em espírito e em verdade, sem regras rígidas pré-estabelecidas. Cada culto é um acontecimento singular, novo, onde há abertura para o que Deus deseja falar e fazer com o seu povo.

Hoje existem muitos cultos solenes, aparatosos, pomposos, mas estão mortos. Disse J. I. Packer no seu livro "Na Dinâmica do Espírito": "Não há nada mais solene do que um cadáver. Há cultos solenes que estão mortos". Embora o avivamento não seja mudança litúrgica, todo avivamento muda a liturgia, tornando-a bíblica, alegre, ungida, dirigida pelo Espírito de Deus. Devemos clamar como os puritanos: "Queremos liturgia pura".


2.4. Avivamento não é uma ênfase carismática unilateral.

Muitas pessoas hoje estão limitando o avivamento a milagres, curas e exorcismos, sem observarem a abrangência global da doutrina pneumatológica. Este é um sério perigo. Toda vez que super-enfatizamos uma verdade em detrimento de outra, nós produzimos deformações e distorções nesta verdade.

Deus pode e faz maravilhas, curas e prodígios extraordinários quando Ele quer. Ele é soberano. Ninguém pode deter a sua mão. Ninguém pode ser o conselheiro de Deus. Ninguém pode instruir a Deus e dizer o que Ele pode e o que Ele não pode fazer. Ninguém pode obstaculá-lo nem ensinar-lhe qualquer coisa. Ele faz tudo quanto Ele quer, como quer, onde quer, quando quer, com quem quer. "Ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade" (Ef 1.11). Ele não obedece à agenda dos homens. Ele não se deixa pressionar. Ele é livre.

Entretanto, esta não é a ênfase do avivamento. A igreja hoje está correndo mais atrás de sinais do que atrás de santidade. A igreja hoje empolga-se mais com milagres do que com vida cheia do Espírito. A igreja hoje anseia mais as bênçãos de Deus do que o Deus das bênçãos. A igreja hoje busca mais uma vida antropocêntrica do que teocêntrica.

Avivamento não é efervescência carismática. Uma igreja pode ter todos os dons sem ser uma igreja avivada. Avivamento não é conhecido pelos dons do Espírito, mas pelo fruto do Espírito.

A igreja de Corinto possuía todos os dons, todavia, era uma igreja imatura e bebê espiritualmente. Naquela igreja profundamente carismática, havia divisões, cismas, brigas, partidos, contendas, imoralidade e irmãos levando outros irmãos aos tribunais mundanos. Havia falta de compreensão acerca do casamento e da liberdade cristã. Naquela igreja a ceia do Senhor estava sendo incompreendida, os dons estavam sendo usados erradamente, a ressurreição dos crentes estava sendo negada, e a cooperação financeira com os pobres negligenciada.

É verdade que, em épocas de avivamento, os dons são buscados e exercidos para a glória de Deus e a edificação da igreja, mas a ênfase carismática não é sinônimo de avivamento.


2.5. Avivamento não é modismo.

Muitos crentes, por desconhecimento, se posicionam contra o avivamento porque acham que ele é a mais nova onda da igreja. Acham que avivamento é uma coqueluche moderna e uma inovação sem nenhum respaldo bíblico e histórico.

Certamente, aqueles que assim pensam não estudam com critério a Bíblia nem a história da igreja. Os pontos culminantes da igreja aconteceram em épocas de avivamento. Desde o Antigo Testamento que esta é uma verdade incontestável. É só olhar para os grandes despertamentos na época de Ezequias, de Josias e de Neemias. É só ver o grande avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. É só ver o que Deus fez na Reforma do Século XVI, na Inglaterra, no século XVIII e em outros grandes avivamentos da história. Certamente, avivamento não é uma onda, não é um modismo. Ele possui firmes lastros históricos. Ele é nossa herança e nosso legado e deve continuar sendo nossa aspiração e nossa busca constante.


2.6. Avivamento não é uma visão dicotomizada da vida.

Muitas pessoas, quando começam a buscar avivamento, saem da realidade e enclausuram-se nos castelos inexpugnáveis de uma espiritualidade isolada e monástica. Tornam-se tão "espirituais" que já não sabem mais conviver com a vida, isolam-se, fazendo da vida uma caverna de fuga. Querem sair do mundo em vez de serem guardados do mal. Dividem a vida entre sagrado e profano, corpo e alma, matéria e espírito. Acham que Deus está interessado apenas nas coisas espirituais. Acham que Deus só olha para a vida de trabalho na igreja, sem observar os negócios, a família, o trabalho, os estudos e a vida do dia-a-dia com o mesmo interesse.

Esta não é a visão bíblica nem a visão do verdadeiro avivamento. Tudo em nossa vida é vazado pelo sagrado. Toda a nossa vida é cúltica. Todo o nosso viver é litúrgico. O grande avivalista John Wesley lutou pelas causas sociais na Inglaterra ao mesmo tempo que pregou sobre avivamento. Finney pregou ardorosamente contra a escravidão nos EUA no século passado ao mesmo tempo que foi o maior avivalista do seu país. João Calvino atacou com veemência os juros extorsivos em Genebra. O avivamento sempre traz profundas mudanças políticas, econômicas, sociais e morais. O avivamento não leva a igreja à fuga, mas ao enfrentamento.


2.7. Avivamento não é campanha de evangelização.


Não podemos confundir avivamento com campanhas evangelísticas. Avivamento é para a igreja, pessoas que já têm vida; evangelização é para o mundo, pessoas que estão mortas em delitos e pecados. Avivamento é para crentes nascidos de novo; evangelização é para pecadores inconversos. Na evangelização, a igreja trabalha para Deus; no avivamento, Deus trabalha para a igreja. Na evangelização, a igreja vai aos pecadores; no avivamento, os pecadores correm para a igreja. Na evangelização, os pregadores apelam aos pecadores; no avivamento, os pecadores apelam aos pregadores.


III - O Padrão Bíblico de Avivamento:

Podemos definir o avivamento bíblico em dois sentidos distintos:


3.1. O sentido estrito de avivamento.

Estritamente falando, avivamento é algo que acontece unicamente no meio do povo de Deus. O Espírito Santo renova, reaviva e desperta a igreja sonolenta. É revitalização onde já existe vida. Ou, como disse Robert Coleman, é "o retorno de algo à sua verdadeira natureza e propósito" (7).

Comentando um pouco mais sobre o sentido estrito de avivamento, diz o Dr. Martin Lloyd-Jones:

É uma experiência na vida da Igreja quando o Espírito Santo realiza uma obra incomum. Ele a realiza, primeiramente, entre os membros da Igreja: é um reviver dos crentes. Não se pode reviver algo que nunca teve vida; assim, por definição, o avivamento é primeiramente uma vivificação, um revigoramento, um despertamento de membros de igreja que se acham letárgicos, dormentes, quase moribundos (8).

Quando há esse impacto da obra do Espírito de Deus na vida da igreja, os resultados imediatos do avivamento são sentidos no povo de Deus: senso inequívoco da presença de Deus; oração fervorosa e louvor sincero; convicção de pecado na vida das pessoas; desejo profundo de santidade de vida e aumento perceptível no desejo de pregação do evangelho. Em outras palavras, a igreja amortecida e tristemente doente é a primeira a ser beneficiada pelo avivamento.


3.2. O sentido amplo de avivamento.

Como a própria expressão define, neste sentido não apenas a igreja, mas a sociedade não-cristã também é beneficiada pelo avivamento. Isto acontece porque, além da atuação soberana do Espírito Santo no mundo, na igreja passa a existir uma conscientização profunda de sua missão; isto é, a missão integral de servir o mundo evangelística e socialmente. No avivamento a igreja vive a missão para a qual foi chamada.

A sociedade não-cristã, por sua vez, volta-se para Deus em resposta ao evangelho. Acertadamente o Dr. Héber de Campos comenta que "o reavivamento começa na igreja e termina na comunidade maior onde ela vive. Os efeitos do reavivamento são muito mais perceptíveis nas mudanças morais que acontecem na região ou num país onde ele acontece. Ele não se limita simplesmente aos membros das igrejas atingidas pela obra de Deus. Ele causa impacto em toda a comunidade onde a igreja de Deus está inserida" (9).

Em suma, as duas características principais do avivamento são 1) o extraordinário revigoramento da igreja de Cristo e 2) a conversão de multidões que até o momento estiveram fora dela na indiferença e no pecado.


3.3. Avivamento e a Bíblia.

Aqui também abordaremos dois aspectos essenciais do avivamento.

1) O padrão bíblico de avivamento é a Bíblia

Por mais simplória e pleonástica que esta declaração pareça ser, ela é tão autêntica e singular como dois e dois são quatro. Estamos falando do único padrão inerrante e infalível de avivamento: a Bíblia.

Uma vez que a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, é ela e somente ela que nos pode dar a direção certa deste assunto. A relação entre a Bíblia e o avivamento é tão intrínseca que é impossível um avivamento de verdade sem que a Bíblia faça parte dele.

Além disso, numa época de tantos extremos como este em que vivemos, é fundamental o equilíbrio que só a Bíblia oferece. Sabemos que hoje existem desde aqueles que vêem toda e qualquer manifestação entusiástica como avivamento, até àqueles que negam a sua existência, ou quando muito acham que avivamento é a mais nova onda do momento, uma coqueluche moderna, uma inovação humana sem respaldo bíblico. É necessário, mais do que nunca, recorrermos à lei e ao testemunho.

Permita-me ilustrar o que queremos dizer por "extremos". Edwin Orr (10), uma das maiores autoridades sobre avivamentos, disse que viu duas igrejas nos Estados Unidos convidando pessoas para suas reuniões de avivamentos. Uma delas dizia: "Reavivamento aqui todas às segundas-feiras à noite", enquanto que a outra prometia: "Reavivamento aqui todas às noites, exceto às segundas-feiras". Orr menciona este fato para relatar um desses extremos em que a palavra "avivamento" ou "reavivamento" é usada aleatoriamente, como se o avivamento fosse produzido simplesmente pelo desempenho humano com data e hora marcadas.

Voltando ao lugar da Bíblia no avivamento, é importante salientar que ela foi, é e sempre será a espada do Espírito Santo em todo avivamento bíblico. Não existe verdadeira espiritualidade sem a Bíblia. Observando os avivamentos ocorridos na Bíblia e na história da igreja, notamos que os objetos do Espírito eram sempre persuadidos com e para a Bíblia. Avivamento onde a Bíblia não está presente não passa de um mero pentecostalismo convencional.

"Um reavivamento", diz o Dr. Héber de Campos, "que é produto da obra do Espírito Santo na igreja, certamente tem sua ênfase naquilo que tem sido esquecido por muito tempo: a Palavra de Deus. A autoridade da Palavra de Deus passa ser algo extremamente forte num momento genuíno de reavivamento. A Bíblia passa novamente a ser honrada como a única Palavra inspirada de Deus" (11).

2) O padrão bíblico de avivamento está na Bíblia

Os primórdios do avivamento bíblico aparecem em Gênesis. Segundo Coleman, o que se pode chamar de "o grande despertamento geral" ocorreu nos dias de Sete, pouco depois do nascimento de seu filho Enos: "Então se começou a invocar o nome do Senhor" (Gn 4.26) (12). O nome Enos quer dizer fraco ou doente. O que é deveras significativo. Considerando o assassinato de Abel (Gn 3.9-15) e o aparecimento cada vez mais forte de doenças na raça humana, o nome Enos era bastante adequado. "É provável que fosse um reflexo da consciência da depravação humana e da necessidade da graça divina" (13). À parte desta indicação não existe nenhum outro relato de avivamento no princípio da história da raça humana. O relato subseqüente do dilúvio ilustra de modo dramático o que acontece com um povo que não se arrepende de seus pecados.

Depois temos os patriarcas que por vários séculos lideraram o povo de Deus. Sempre que a vitalidade espiritual do povo se desvanecia, eles agiam como a força que promovia novo vigor. O breve avivamento na casa de Jacó é um bom exemplo disso (Gn 35.1-15). Mais tarde, sob a liderança de Moisés, há períodos empolgantes de refrigério, especialmente nos acontecimentos ligados à primeira páscoa (Ex 12.21-28), na outorga da lei do Senhor no Sinai (Ex 19.1-25; 24.1-8; 32.1-35.29) e no levantamento da serpente de bronze no monte Hor (Nm 21.4-9).

No tempo de Josué um despertamento espiritual predominou em suas campanhas, como na travessia do rio Jordão (Js 3.1-5.12) e na conquista de Ai (Js 7.1-8.35). Mas quando terminaram as guerras e o povo se assentou para desfrutar os despojos da vitória, uma apatia espiritual se apoderou da nação. Sabendo que seu povo estava dividido, Josué reuniu as tribos de Israel, em Siquém, e exigiu que cada um escolhesse, de uma vez por todas, a quem servir (Js 24.1-15). Um verdadeiro avivamento segue-se a esse desafio, prosseguindo durante "todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda viveram muito tempo depois de Josué, e sabiam toda a obra que o Senhor tinha feito a Israel" (Js 24.31).

O período de trezentos anos de liderança dos juízes mostra os israelitas, de quando em quando, traindo o Senhor e servindo a outros deuses. O juízo de Deus é inevitável. Então, após longos anos de opressão, o povo se arrepende e clama ao Senhor (Jz 3.9,15; 4.3; 6.6,7; 10.10). Em cada ocasião Deus responde as orações, enviando-lhes um libertador que liberta o povo na vitória contra os inimigos. Um dos maiores movimentos avivalistas aparece no final desse período, sob a direção de Samuel (I Sm 7.1-17).

Tempos de renovação ocorreram periodicamente no período dos reis. A marcha de Davi, entrando com a arca em Jerusalém, possui muitos ingredientes de um avivamento (2 Sm 6.12-23). A dedicação do templo, no início do reinado de Salomão, é outro grande exemplo (I Rs 8). O avivamento também chega a Judá nos dias de Asa (I Rs 15.9-15). E Josafá, outro rei de Judá, lidera uma reforma (I Rs 22.41-50), bem como o sacerdote Joiada (2 Rs 11.4-12.16). Outro poderoso despertamento é vivenciado na terra sob a liderança do rei Ezequias (2 Rs 18.1-8). Por fim, a descoberta do livro da lei, durante o reinado de Josias, dá início a um dos maiores avivamentos registrados na Bíblia (2 Rs 22,23; 2 Cr 34,35).

Ainda, sob a liderança de Zorobabel e Jesua, outra vez começa a reacender um novo avivamento (Ed 1.1-4.24). Tendo as intimidações dos inimigos induzido os judeus a interromperem a reconstrução do templo, os profetas Ageu e Zacarias entraram em cena para instigar o povo a prosseguir (Ed 5.1-6.22; Ag 1.1-2.23; Zc 1.1-21; 8.1-23). Setenta e cinco anos depois, com a chegada de outra expedição liderada por Esdras, novas reformas são iniciadas em Jerusalém, dando-se mais atenção à lei (Ed 7.1-10.44). O avivamento alcança o auge poucos anos depois, quando Neemias se apresenta para completar a construção dos muros de Jerusalém e estabelecer um governo teocrático (Ne 1.1-13.31).

Uma oração por avivamento e a promessa de sua ocorrência encontramos também em Joel 2.28-32; Habacuque 2.14-3.19 e Malaquias 4.

No apogeu de um grande avivamento Jesus aparece e é batizado por João Batista. Escolhe e treina seus discípulos; ascende aos céus, deixando-os na expectativa de receberam a promessa do Espírito (Lc 24.49-53; At 1.1-26). O poderoso derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, inaugura o avivamento que Jesus havia predito (At 2.1-47). "Marca-se, assim, o início de uma nova era na história da redenção. Por três anos Jesus trabalhara na preparação desse dia - o dia em que a Igreja, discipulada por intermédio de seu exemplo, redimida por seu sangue, garantida por sua ressurreição, sairia em seu nome a proclamar o Evangelho 'até os confins da terra' (At 1.8)" (14).

O livro de Atos registra a dimensão desse avivamento. Avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. E de lá para cá, são muitos os relatos da obra vivificadora do Espírito Santo na história da igreja, como por exemplo, na Alemanha com a Reforma Protestante do século XVI, na Inglaterra no século XVIII, entre os negros Zulus da África do Sul na década de 60 e na Coréia do Sul nestes últimos tempos, dentre outros.

Que Deus derrame do seu Espírito sobre nós para que possamos, como igreja e povo brasileiros, experimentar mais uma vez daquele "fogo abrasador" que nos purifica e nos santifica para uma vida cristã de obediência à sua Palavra.


NOTAS
:

(1) Cf. D. M. Lloyd-Jones, DO TEMOR À FÉ (2ª ed. São Paulo: Editora Vida, 1987), pp. 73,4. Veja também, de Gerard Van Groningen, AVIVAMENTO SOB UM PRISMA VÉTERO-TESTAMENTÁRIO no site www.ipcb.org.br.

(2) Os termos "avivamento", "reavivamento", "renovação", "despertamento", "vivificação", "reviver" e "tornar a viver" são usados no mesmo sentido.

(3) O significado literal da expressão hebraica "vivificar-nos", do Salmo 85.6, é "causa-nos viver", onde se reconhece que a vitalidade espiritual depende inteiramente de Deus.

(4) O Novo Comentário da Bíblia, Edições Vida Nova, dá a este Salmo o sugestivo título: UMA ORAÇÃO PEDINDO REAVIVAMENTO.

(5) Para um ponto de vista diferente, veja a obra do Dr. Paul E. Pierson, A HISTÓRIA DOS AVIVAMENTOS, material apostilado pela Faculdade Teológica Sul Americana de Londrina - PR.

(6) Uma posição semelhante foi apresentada pelo Rev. Edijéce Martins Ferreira, em entrevista ao Jornal Brasil Presbiteriano (Abril/94, p. 12): "Confunde-se avivamento com atitude pessoal e inclusive corporal (física), com expressão emocional, levantar de mãos, etc. Essas atitudes em si não são propriamente prejudiciais. Todavia, pela confusão que se faz a doutrina sai perdendo. Há uma superficialidade doutrinária muito grande, porque se dá ênfase excessiva ao louvor, a sermões eletrizantes, a práticas pentecostais, quando avivamento é tão somente uma consciência clara e profunda da vontade de Deus (que é doutrinária) e uma disposição plena de obediência (que é prática)".

(7) R. Coleman, A CHEGADA DO AVIVAMENTO MUNDIAL (São Paulo: CPAD, 1996), p. 18.

(8) D. M. Lloyd-Jones, OS PURITANOS: SUAS ORIGENS E SEUS SUCESSORES (São Paulo: PES, 1993), pp. 15,6. Veja também, do mesmo autor, o excelente livro AVIVAMENTO (São Paulo: PES, 1992) 320 pp.

(9) Héber C. Campos, CRESCIMENTO DA IGREJA: COM REFORMA OU COM REAVIVAMENTO? In Fides Reformata, Vol I, Nº 1 (São Paulo: 1996), pp. 44,5.

(10) Citado por Brian H. Edwards em REVIVAL! A PEOPLE SATURED WITH GOD (England: Evangelical Press, 1994), p. 25.

(11) H. C. Campos, op. cit., p. 45.

(12) R. Coleman, op. cit., p. 53.

(13) Idem.

(14) Idem, p. 61.

Rev. Josivaldo de França Pereira - Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (I.P.B.) em Santo André - SP. Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição (J.M.C. - SP), Licenciado em filosofia pela F.A.I. (Faculdades Associadas Ipiranga - SP) e mestrando em missiologia pelo Seminário Teológico Sul Americano (S.T.S.A.) em Londrina - PR.


FONTE: MONERGISMO

Mensagem de Jesus para você!


"Disse Jesus aos que criam nele: Se permanecerdes no meu ensino, verdadeiramente sereis meus discípulos. Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."
(João 5.31 e 32)

Você crê em Jesus? Se a sua reposta é sim, vale à pena refletir nas seguintes questões:
Você conhece os ensinamentos de Jesus?
Você obedece aos ensinamentos de Jesus?

Talvez você não dê muita importância a isto, ou pense: "No final Deus vai me perdoar, pois eu sou uma boa pessoa". Mas eu posso afirmar a você, que de acordo com o ensinamento de Jesus, é necessário se preocupar em conhecer a Palavra de Deus.

Veja o que a Bíblia diz sobre a necessidade de conhecer a Palavra de Deus:

"Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus."
(Mateus 22.29)

"O meu povo é destruído por que lhe falta o conhecimento. Porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei como meu sacerdote; visto que esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos." (Os 4.6)

Conforme o que lemos nos textos acima e também em João 5.32, concluímos que não conhecer os ensinamentos da Palavra de Deus gera destruição para o homem, enquanto o homem que conhece a verdade de Deus vive a libertação dos seus próprios pecados.

Se você leu esta mensagem e deseja obter ajuda para conhecer melhor a Palavra de Deus e ter um verdadeiro encontro com Cristo, envie um e-mail para despertaiceifeiro@gmail.com ou conheça o nosso blog www.despertaiceifeiros.blogspot.com, onde você poderá encontrar muitas reflexões sobre a palavra de Deus.

Que Deus te abençoe.

*todas as referências bíblicas citadas foram extraídas da Bíblia Sagrada, edição contemporânea da Editora Vida. Tradução: João Ferreira de Almeida.

A ferida escondida e uma missionária em crise


Escrevi há alguns dias uma reflexão sobre o primeiro versículo do capítulo 5 de 2 Reis. Este texto bíblico conta a história de Naamã, chefe do exército do rei da Síria, homem grande diante do seu senhor, de muito respeito, valente, porém leproso.
Falamos sobre os poréns da vida. Mesmo quando tudo parecer perfeito existirá um porém que nos aproximará de Deus. Esta é a segunda parte da reflexão "Aprendendo com Naamã".

A ferida escondida

Naamã é a figura perfeita do homem bem sucedido que não possui a Cristo em seu coração, pois não importa o quando brilhe a armadura do ilustre guerreiro, há uma ferida incurável por baixo dela e só Jesus poderá sará-lo.
Esta ferida tira o sabor das vitórias do homem sem Deus. A lepra é a figura do pecado. O pecado enquanto não é perdoado incomoda o ser humano, embora por muitas vezes ele tente disfarçar a sua dor.
Naamã tinha todas as qualidades que um homem de sua época gostaria de ter, e seria completo se não fosse a ausência de deus em sua vida.

Uma missionária em crise

O versículo 2 do texto mencionado é dedicado a apresentar uma menina israelita, que estava longe da família e amigos, havia sido tomada do seu povo para um lugar onde só havia a incerteza.
Esta menina conhecia a história de seu antepassado José; vendido pelos próprios irmãos, sofreu muito mas por trás desta triste história havia um propósito de Deus. José mais tarde foi exaltado e livrou a sua família da morte num encontro emocionante.
Lá estava ela. Escrava de um homem famoso em todo o reino. Foi lá que esta menina descobriu algo interessante: Naamã era um homem sofredor, e não somente lhe pertencia aquela imagem prepotente que todos conheciam, mas também a imagem de um ser impotente, incapaz e desesperado.
Foi após uma destas cenas tristes que a menina lembrou que na sua terra havia cura. Foi ali mesmo que Deus a colocara para que fosse mudada a vida de um homem.
Vida cristã é isso. Somos como o vento que vai para onde vai e vem de onde vem. Muitas vezes os nossos planos pessoais, sonhos, são interrompidos para que Deus cumpra através de nós os Seus planos, que são maiores e melhores que os nossos. Não importa a situação temporal em que você se vê, Deus quer usá-lo, leitor, para cumprir os seus propósitos. Fale de Jesus, compartilhe a sua fé com todos quantos for possível e Deus irá fazer milagres através de você.
O homem de Deus, a mulher de Deus, o jovem de Deus, precisa saber a que lugar pertence. Estamos na Terra mas não somos dela. O nosso lar está preparado por Jesus, então por que se preocupar tanto com este lugar onde tudo se destrói? Somos cidadãos do céu, Deus é o nosso rei, o Espírito Santo é o nosso guia. Se o nosso tesouro está com Cristo, que o nosso desejo esteja n'Ele também.
Não se deixe vencer pelas lutas, olhe para o alvo e vá em frente. Aquela menina tem muito a nos ensinar como cristãos. Ela falou de sua terra, de seu profeta para a sua senhora, e Deus operou a transformação em Naamã.

Continuaremos a meditar sobre este texto em uma próxima oportunidade. Que Deus faça o Sua obra em cada coração.

Luis Paulo Silva.

Paul Washer - Pregação chocante

A Paz do Senhor ao leitor!

Estou deixando um vídeo para que você possa se edificar espiritualmente, e o tema bem poderia ser "Verdades que todo crente precisa ouvir" rs.
Eu gostei muito de tê-lo assistido e aviso que é preciso ter tempo disponível por que é legendado e tem quase uma hora de duração.
Vale à pena assistir, se gostar, passe para seus amigos, vamos ser instrumento de Deus para despertar os cristãos desapercebidos e inconstantes.

Abraço!


Relacionamentos inadequados


Por Pra. Ângela V. Cintra

TEXTO BASE: Pv 1.10-11,15,17.

NOSSAS AMIZADES:

O livro de Provérbios foi escrito por Salomão e seu título significa "comparações". Nele, encontramos a diferença da vida e das escolhas dos sábios e dos tolos, dos justos e dos injustos, dos santos e dos impuros. Os dois caminhos
estão à nossa frente, e a Bíblia, de maneira muito clara, nos adverte sobre onde iremos parar ao final de cada um deles. Devemos amar indistintamente todas as pessoas, mas devemos escolher com quem iremos andar. Quem serão os nossos amigos de fato.
Encontramos, nas Sagradas Escrituras, que o temor do Senhor e o bom ensino dos pais nos ajudam, dando sabedoria nas escolhas da vida (Pv 1.7-9). Esse texto nos fala sobre a escolha das amizades. Os apelos do mundo estão gritando por todos os lados, mas a escolha é nossa. O primeiro passo está na atração mundana (querem seduzir-te), em seguida nos convites (vem conosco...), e, finalmente, no arquitetar os projetos malignos (embosquemo-nos... lança a tua sorte entre nós...).

A sábia Palavra de Deus nos orienta: [...] "Não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os teus pés" (v.15). Existem ciladas malignas atrás de amizades mundanas (v.17-19). Não é por acaso que o primeiro Salmo da Bíblia e o primeiro capítulo de Provérbios nos alertam sobre as amizades. "Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes o seu prazer está na Lei do Senhor, e na sua Lei medita de dia e de noite" (Sl 1.1-2). Davi escreveu este Salmo e nos mostra que quem busca o Senhor é bem sucedido e feliz, ao contrário do que vive entre más companhias, que, sem segurança, irá perecer no juízo (Sl 1.3-6).

Infelizmente, há homens casados que, ao andarem com colegas de trabalho solteiros, começam a deixar as responsabilidades do casamento e desgastam seu relacionamento conjugal. Da mesma forma, mulheres casadas, que, longe do convívio do lar, na faculdade ou no serviço, também se esquecem de seu compromisso com o marido e do cuidado com os filhos. Tanto os solteiros como os casados devem tomar muito cuidado nas escolhas das amizades, das pessoas que freqüentam a sua casa. Às vezes, até mesmo tentando ajudar alguém, corremos o risco de prejudicar o nosso lar ou a nossa comunhão com Deus. Os jovens e adolescentes precisam estar muito atentos quanto às suas amizades. Tanto podem crescer espiritualmente com bons amigos, como podem, até mesmo, se desviar do caminho da verdade devido às más companhias. Não há dúvida de que o nosso melhor amigo é Jesus. Que tal deixá-lo ajudar-nos na escolha de nossas amizades?

RELACIONAMENTOS INADEQUADOS:

Temos visto tantos casamentos desmoronarem no abismo da fornicação e da imoralidade por causa de relacionamentos inadequados.
Pessoas divorciadas, os que estão com casamentos em crise, ou jovens adultos que estão cansados de esperar por sua "alma gêmea", às vezes caem nas ciladas da fornicação e do adultério. Se há um descuido na vida de comunhão com o Senhor: pouca oração, coração impaciente por fraqueza espiritual (sem o alimento diário da Palavra) ou se o foco da vida não está no Senhor, mas no próprio "Eu" com suas paixões, então o perigo de cair no pecado da imoralidade é muito grande. No mundo de hoje, tudo é permitido, o importante é ser feliz, mas esta filosofia de vida não mostra os resultados desastrosos dos relacionamentos inadequados: gravidez indesejada, destruição do casamento, doenças fatais, feridas na alma, traumas emocionais dificílimos, vergonha e morte. Estes conceitos falsos de felicidade pelo prazer já são bastante antigos. Em Provérbios, encontramos palavras de alerta sobre o adultério: "Filho meu, atende à minha sabedoria, [...] porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves que o azeite; mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. Os seus pés descem à morte, os seus passos conduzem-na ao inferno. [...] Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa." (Pv 5.1,3-4,8.)
Estes conselhos servem para todo o tipo de atração sexual pecaminosa, onde há somente morte e destruição. É impossível colher frutos de alegria e paz do espinheiro do pecado da imoralidade. As conseqüências são irreversíveis: "Tomará alguém fogo ao seio, sem que as suas vestes incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Assim será ao que se chegar à mulher do seu próximo..." (Pv 6.26-29.)

PONDO EM ORDEM OS RELACIONAMENTOS:

Quando Abraão encarregou seu servo Eliezer de buscar uma noiva para seu filho Isaque, ele ordenou que este não lhe trouxesse
moça de Canaã, mas da casa de seu pai, em Harã (Gn 24.3). As nações de Canaã estavam condenadas por causa de sua cultura pagã imoral e pervertida. A futura esposa de Isaque deveria conhecer e amar o Deus verdadeiro e santo, o Deus de Abraão. E Eliezer ora, pedindo a ajuda e direção para tão importante tarefa (Gn 24.12-14). Sabemos que o jugo desigual é um sério problema no casamento. Muitas lágrimas são derramadas por conflitos provocados pela falta de entendimento espiritual. Siga a instrução bíblica, querido irmão, não entre em jugo desigual com os incrédulos. Isto é válido para o casamento e sociedades.

Muitos problemas e sofrimentos serão evitados na escolha orientada por Deus. Rompa, enquanto é tempo, com laços de jugo desigual que poderão prendê-lo.

CONCLUSÃO:

Evitamos muito sofrimento ao orarmos ao Senhor sobre nossos relacionamentos: "Pois livraste da morte a minha
alma, das lágrimas os meus olhos, da queda os meus pés. Andarei na presença do Senhor, na terra dos viventes." (Sl 116.8-9.) Os pais precisam ser amigos de seus filhos (Cl 3.21; Pv 4.1-6). Os cônjuges precisam ser os melhores amigos e buscarem, juntos, agradar um ao outro (1Co 7.32-34). Os jovens precisam buscar a santidade na conduta, nas palavras, no procedimento
e na escolha das amizades (Tt 2.6-8; 2Tm 4.9-15).

RESPONDA SINCERAMENTE:

Você está envolvido em algum relacionamento inadequado?

Você tem percebido que, embora dizendo ? Somos só amigos? Há algo mais, que já é pecado e não deveria
haver entre você e alguma pessoa?

Você está se preparando para um casamento em jugo desigual?

Você tem sido amigo de seus filhos e de seu cônjuge?

Você tem permitido amizades que estão prejudicando sua família e seu relacionamento conjugal?

Arrependa-se, acerte seus relacionamentos e escolha, hoje, a vontade do Senhor para sua vida.

FONTE: IGREJA BATISTA DA LAGOINHA (revisado por Luis Paulo Silva

As vantagens de uma perseguição

Vemos no Brasil um certa desvalorização do Evangelho de Cristo. Basta ver o tipo de fé que demonstram a maioria dos "cristãos". Estes suportariam ser perseguido por amor Verdade de Deus? Crentes que são ensinados a amar o mundo dariam as suas vidas por Cristo? Creio que não. O senhor dele é o diabo, e não Jesus. Trocariam facilmente o nome de "crente" por qualquer outro que fosse necessário. Adorariam a qualquer coisa que lhes pudesse poupar a vida.
Isto é sério.
A perseguição teve uma finalidade nos tempos da igreja primitiva. Será que uma perseguição faria bem ao Brasil?
Em um outro texto citei o episódio no qual um famoso líder evangélico era tratado como se fosse um príncipe ou coisa parecida. Será que haveria concorrência para estar na liderança nacional de um povo que está sendo preso por causa da fé que professam? Trocariam estes os seus jatinhos e helicópteros por camburões e algemas? Acredito que os líderes seriam os primeiros a negar a fé que professam hoje e que lhes garante tão bom salário. Estes falsos líderes sequer entendem que Cristo chamou a Igreja para sofrer neste mundo e ser recompensada na glória. Se houvesse uma perseguição aos verdadeiros cristãos da nossa nação, estes hipócritas e filhos do diabo apenas revelariam quem são de fato. Por que ter fama e glória no mundo se este jaz no maligno?
A perseguição seria uma maneira eficaz de tirar máscaras no meio do povo de Deus. Uma perseguição faria bem à obra de Deus aqui no Brasil.
A Bíblia diz que as provas pelas quais passaram os irmão da igreja primitiva renderam crescimento. Crescimento não às instituições chupadoras do sangue do fiéis, mas crescimento para o reino de Deus. Os que eram dispersos iam por toda a parte anunciando a Palavra (At 8.4).
O Brasil tem uma geração de falsos crentes que são um monte de coisas, menos fiéis. São extravagantes, apostólicos, proféticos, tremendos e muitos outros nomes, mas são crentes que diferentes dos irmãos primitivos, já estão por toda a parte mas a ninguém anunciam o Evangelho escandalizam os que tentam se aproximar de Cristo e os que conseguem somar-se à algumas "igrejas" acabam aprendendo tudo errado e se tornando mais proféticos, apostólicos, e tremendos do que os que já estão inseridos nestes movimentos carnais.
O apóstolo Paulo escreveu em Filipenses 1.12-14 dizendo que as suas cadeias serviram para animar os demais irmãos. O que seria do carcereiro se Paulo e Silas não sofressem perseguição (At 16.19-40)? Talvez teria morrido sem conhecer a Cristo. A igreja brasileira tem falhado nisto. sobram teólogos e pastores, e evangelistas mas são poucos que querem ser, a despeito de suas patentes, verdadeiros missionários.
O alvo não é mais apresentar a Cristo, pois caso fosse este o objetivo principal da igreja, o seu dinheiro seria usado principalmente para esta finalidade.
A calma do nosso mar tem feito muitos crentes e líderes acomodarem-se, mas Deus vai mudar isto, assim eu creio.

Em Crsito,

Luis Paulo Silva.