Crente doente, é possível?

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.(Is 53.4 e 5)


Será que o texto bíblico citado dá base para dizermos que não se deve dizer que um cristão está doente?

A profecia de Isaías, quando diz que ele levou sobre si as nossas enfermidades, foi cumprida como podemos ver neste texto de Mateus 8.16-17:

"E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos;
Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças."

Paulo orienta a Timóteo sobre uma enfermidade que este último tinha, e não diz que Timóteo não tinha fé para ser curado, ou que segundo Isaías, Timóteo teria "direito" de ser curado. Ao contrário, veja o que Paulo orienta em 1 Timóteo 5.23:

"Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades."

Será que Paulo ou Timóteo não tinham fé? Pensar que o cristão nunca deve estar doente não é um pensamento bíblico. Nós estamos corpos sujeitos a enfermidades e até à própria morte (que foi vencida por Cristo) mas sabemos que ainda que este corpo se desfaça, temos uma promessa de um corpo glorioso e vida eterna onde não haverá mais morte, dor, enfermidades, ou males.

Que o Senhor nos abençoe a cada dia.

LPS

Quando confundo o meu Deus com o o meu "eu"


A maior marca de um homem de Deus é o zelo pela Palavra de Deus. Não tem jeito. Não há quem possa ser homem de Deus e ao mesmo tempo não ser cuidadoso com o que está escrito.
Este cuidado é percebido principalmente pela prática dos mandamentos do Senhor, mas tentar parecer um homem de Deus pode ser uma armadilha e tanto para quem se preocupa mais com a aparência do que com a essência.
É impressionante como alguns crentes se gabam por "andar na linha". Penso: servir a Deus é fazer coisas ou deixar de fazer coisas? Não posso julgar o meu irmão pelos seus erros a acertos, e ai encontramos o primeiro problema de quem valoriza em primeiro lugar as aparências:o erro do próximo traz auto-afirmação, pois quanto pior é o próximo na prática das boas obras e quanto mais pecados ele aparentemente tenha, mais estes crentes se sentem perto de Deus.
Leva um tempo até perceber que muito do que se chama "convertimento" não passa de convencimento. O indivíduo se convence de que aquela roupa é mais adequada, aquele linguajar e aquela igreja são os melhores e daí para frente a salvação se torna mais distante do que nunca, pois a prática cristã começa a ser entendida por um estilo de vida e não por uma nova vida.
O próximo passo é servir a si mesmo. As convicções que tornam este "crente" um convencido não podem ser moldadas pela Palavra, e admitir que este ou aquele ponto de vista extremista é errado, jamais! Melhor é continuar exaltando o seu ego, a cada dia indo ao templo e dizendo: "Senhor! Não sou como este publicano pecador, eu dou dízimo, jejuo, dou esmolas...", tudo isto enquanto aquele que está bem próximo de Deus como nunca esteve o crente diz com humildade: "Senhor, não digno de ti.."

Que esta reflexão possa edificar ao leitor.

LPS