O pecado, O sofrimento, e a Providência Divina

Resumo da aula de 3 de Janeiro de 2010.

É comum ler no livro de Juízes a expressão “os filhos de Israel fizeram o que era mal aos olhos do Senhor” (Juízes 3.7, 2,11). Isto acontecia por que não havia um sistema que unisse o povo. Eles eram ligados por alguns costumes, e pela lei que não era cumprida por todos, pois cada um fazia o que parecia bom aos seus próprios olhos, não importando o que a lei dizia.Vemos aqui, o problema que é um rebanho sem pastor, ou um bom rebanho com um mau pastor. Acontece isto com muitas igrejas, onde os líderes omitem a disciplina; não ensinam e não corrigem os membros e cada um faz o que parece mais correto, ou mais conveniente. Desta maneira, o povo faz o que parece mal aos olhos de Deus e a recompensa cai sobre ele.

A ordem de Deus para o povo era que, ao possuir a terra, não se misturasse com os outros povos que lá habitavam, pois por causa dos pecados de tais povos é que o Senhor se levantara contra eles para dar a outros os bens que lhes pertenciam, porém os Israelitas se casaram com mulheres ímpias e adoraram aos deuses falsos. Jesus ao orar ao Pai pelos discípulos dizia: Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal (João 17.15). Um dos maiores desafios do cristão é manter-se em santidade enquanto vive em um mundo cheio de atrações para o mal. A Palavra diz em Provérbios 4.23: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida”. A obediência é a prevenção para toda a variedade de castigos que Deus possa enviar sobre o ser humano. O mesmo Deus que faz promessas de paz caso o cristão lhe obedeça às ordens, também avisa sobre o castigo que é conseqüência da não observância da sua Palavra (Salmo 1.1-6).

Quando os Israelitas desobedeciam a Deus, logo lhes vinha o mal pois o Senhor levantava nações ao redor que lhes colocavam em submissão. Através do sofrimento o povo se despertava para buscar ao Senhor, e Deus levantava um Juiz, um líder que libertava o povo dos seus opressores (Juízes 6. 6-10), porém quando este juiz falecia, o povo sem liderança começava a pecar novamente contra o Senhor (Juízes 2.11-19).

O método que Deus utilizava para libertar o povo era através das batalhas. Deus queria que o povo aprendesse e crescesse com experiência. Deus não permitiu que os antigos moradores das terras as deixassem por completo, para provar a obediência de Israel (Juízes 2. 20-23). Assim como Deus permitiu tal coisa aos filhos de Israel, pode ele permitir em nossas vidas situações constantes de provação para que possamos provar a nossa fidelidade. Será que temos aprendido a ouvir ao Senhor quando ele diz “não” a nós? Quando o espinho da carne não é removido, e nos causa incômodo e a única coisa que ouvimos da parte dele é: “a minha graça ter basta”? Vale à pena refletir no papel construtivo que as nossas provações têm desempenhado em nossas vidas.

Arrependimento, Perdão e Renovação

“... Mas onde o pecado abundou, superabundou a graça...” (Romanos 5.20)
A misericórdia de Deus é abundante em nossas vidas. O homem peca, Deus o castiga como prova de amor (Hebreus 12.5-7) então ele se arrepende e se converte, e Deus restaura a comunhão com ele.

Existe uma grande diferença ente remorso e arrependimento. Podemos analisar os casos de Pedro e Judas. Por que ambos tendo pecado contra o Mestre, tomaram atitudes tão diferentes, ao ponto de um ter dado fim à própria vida e outro ter estado tão melhor do que antes de pecar o quanto poderia? O remorso resulta em morte espiritual, mas o arrependimento atrai a presença, a graça e o amor de Deus. Jamais o Senhor despreza um coração quebrantado, arrependido do mal que fez. A verdade é que em muitos momentos Deus nos permite pecar para que venhamos realmente nos converter.

Qual foi o momento da conversão de Pedro? Sabemos que Pedro embora fizesse milagres, expulsasse demônios, e andasse lado a lado com o mestre ainda não havia se convertido, e conhecia tão pouco de si mesmo que se tornou necessário ir ao fundo do poço, para retornar realmente convertido (veja Lucas 22.31-35; João 21.15-19).

O pecado é uma comida que não farta. Quanto mais pecarmos, mais desejo teremos pelo pecado, a menos que haja verdadeiro arrependimento em nós, o que atrairá a graça de Deus em nossa direção nos convertendo em novas criaturas (2 Coríntios 5.17).

Há uma grande confusão no meio cristão no que se refere a ser uma nova criatura, o nascer de novo (João 3.3). Imagine que temos um peixe e um rato. Eu posso dar ração de peixe ao rato, posso ainda jogá-lo no mesmo aquário onde se encontra o peixe, e por alguns momentos ele pode até nadar molhado com a mesma água, mas isto não fará dele um peixe. Logo ele morrerá afogado, pois não nasceu para estar na água. O problema não está no comer, no beber, no vestir, no orar, no pregar, no jejuar, no ler a bíblia, ou no ir à igreja, mas está sim, na natureza do indivíduo. Um homem não regenerado pelo poder da palavra pode fazer sinais e maravilhas e mesmo assim não ser salvo, mesmo assim não estar apto a ver o reino de Deus (Mateus 7.22,23).

O que Deus quer fazer em nós é uma transformação de dentro para fora. Antes éramos pecadores, sem esperança e filhos da ira e hoje, somos filhos amados.

Que esta Palavra edifique a cada um segundo a sua necessidade.
Em cristo,


Luis Paulo Silva.