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O sacrifício que Deus espera de nós

ROMANOS 12


1 Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.


O sacrifício era feito de diversas formas e ocasiões. Normalmente em reconhecimento à superioridade de autoridades ou divindades.
No meio do povo judeu, era realizado principalmente como meio de obter expiação de pecados. Expiação significa pagar a dívida. Dívida esta que só poderia ser paga com a morte, de um animal perfeito segundo as orientações encontradas na Lei de Moisés.
O sacrifício do antigo pacto era provisório e apontava para a obra de Cristo em restaurar a comunhão do homem com Deus por meio do perdão concedido por graça àqueles que se aproximam de Cristo com fé no seu sacrifício.
Neste texto porém, é ordenado que se oferecessem sacrifícios a Deus, mas não nos moldes antigos. O sacrifício neste texto tem um sentido de adoração a Deus, "que é o vosso culto racional". Já não temos aqui animais mortos pelos pecados do homem, mas o próprio homem, vivo, negando aos prazeres do mundo a fim de agradar àquele que é digno de tal: Deus.
Mesmo nos tempos antigos Deus já havia manifestado a sua vontade, que mais importante era para ele o homem sacrificar a sua vontade andando em santidade, do que pecando viesse a oferecer animais mortos. O salmo 50 fala muito claramente sobre isto:

"Ouve, povo meu, e eu falarei; ouve, ó Israel, e eu te protestarei: Eu sou Deus, o teu Deus.
Não te repreendo pelos teus sacrifícios, pois os teus holocaustos estão de contínuo perante mim.
Da tua casa não aceitarei novilho, nem bodes dos teus currais.
Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de outeiros.
Conheço todas as aves dos montes, e tudo o que se move no campo é meu.
Se eu tivesse fome, não to diria pois meu é o mundo e a sua plenitude.
Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes?
Oferece a Deus por sacrifício ações de graças, e paga ao Altíssimo os teus votos."

Não há nada na face da terra que não pertença ao Senhor, pois "do Senhor é a terra e toda a sua plenitude" (Sl 24), logo, como lhe daríamos presentes? Não se pode presentear a alguém com algo que já é seu. É esta a essência deste texto. Se tudo o que existe pertence a Deus, o que então não lhe pertenceria, para que sabendo pudéssemos lhe oferecer? a resposta está no Salmo 51, versos 16 e 17:

"Pois tu não te comprazes em sacrifícios; se eu te oferecesse holocaustos, tu não te deleitarias.
O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus."

O que Deus não tem é o louvor que não louvamos, a oração que não fizemos, a adoração que não prestamos, o amor que não ofertamos, este é o verdadeiro sacrifício que Deus almeja receber de nós, e pode ser oferecido sem derramamento de sangue, mas para o homem em muitos casos é mais fácil oferecer tudo o que tem do que quebrantar-se em seu coração.


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